Os Estados Unidos pretendem deixar um aviso sério no Médio Oriente, sobretudo ao Irão, e fez deslocar para a região o submarino ‘Flórida’, com 154 mísseis Tomahawks: é um aviso severo, apesar de ser um dos quatro navios da classe ‘Ohio’ sem mísseis nucleares.
Os submarinos da classe Ohio, em homenagem ao primeiro da série, fazem parte da tríade nuclear dos Estados Unidos, juntamente com os mísseis terrestre e bombardeiros estratégicos. A embarcação tem umas dimensões impressionantes: medem 170,89 metros de comprimento, 12,8 de largura e deslocam cerca de 19 mil toneladas. Navegam na superfície a 20 nós (36 km/h) e submersos a 25 (45 km/h).
Foram todos batizados com o nome de um estado da União – exceto um, o ‘Henry M. Jackson’. Se se lembrar do filme ‘Crimson Tide’, de Tony Scott em 1995, fica com uma ideia do interior do submarino – este foi filmado no ‘Alabama’ e contou com Gene Hackman e Denzel Washington nos principais papéis.
Pelas especificações conhecidas, a capacidade operacional do ‘Ohio’ em imersão é de 300 metros, com um máximo de 500. O que não será inteiramente verdade, segundo apontou o jornal espanhol ‘El Mundo’: é o maior segredo dos submarinos, os respetivos níveis de profundidade, e todos ‘fingem’ aceitar os dados oficiais embora ninguém acredite neles.
Os ‘Ohio’, que, como todos os submarinos, possuem torpedos, são, sobretudo e pela sua natureza temível, SSBNs. Ou seja, portadores de mísseis balísticos intercontinentais (SLBM). Os seus tubos verticais contêm 24 mísseis Trident II, cada um capaz de transportar 14 ogivas nucleares independentes. O alcance real destes dispositivos é, naturalmente, classificado, mas é estimado em cerca de 12.000 km.
Do início da década de 80 ao final da década de 90 foram construídos 18, os quais foram atualizados com as consequentes melhorias nos seus sistemas e armas. Mas quatro deles, os mais antigos, e para cumprir os acordos START para reduzir ogivas nucleares (que Putin quebrou em fevereiro), tiveram a sua configuração alterada para os retirar da sua capacidade SSBN e convertê-los em lançadores de mísseis de cruzeiro SSGN. Eram o próprio ‘Ohio’, o ‘Michigan’, a ‘Flórida’ e a ‘Geórgia’.
O ‘Florida’, em abril e em 2011, disparou 93 “Tomahawks”, 90 deles eficazes, na Operação “Odyssey Dawn”, contra as defesas da Líbia, que foi enviado como elemento de dissuasão suplementar. Outra mensagem para o Irão e os seus protegidos.
Com o ‘Florida’, que não é, desde 2006, um SSBN (“Submarine Ship Ballistic Nuclear”), mas sim um SSGN (“Subsurface Guided Nuclear”), basta. Com uma tripulação de 155 tripulantes, transporta, em 22 grupos de sete, 154 mísseis de cruzeiro BGM-109 “Tomahawk”, cada um com 450 kg de alto valor explosivo ou um dispensador de submunições com 166 bombas de efeitos combinados.
Os 14 submarinos balísticos ‘Ohio’ serão substituídos nos próximos anos pela classe ‘Columbia’, 12 novos submarinos SSBN que deverão ter, em princípio, um ciclo de vida de 2031 a 2085. Este é o terceiro programa de armas mais caro do mundo. Com um deslocamento de 21 mil toneladas, serão os maiores submarinos já construídos nos Estados Unidos.














