A descida acentuada das temperaturas em várias regiões de Portugal, acompanhada por geadas noturnas e episódios de frio intenso, está a criar dificuldades acrescidas para os condutores e a colocar à prova o estado dos veículos. O frio extremo pode provocar desde para-brisas danificados até falhas em componentes essenciais, exigindo maior preparação e manutenção preventiva.
De acordo com o jornal espanhol ‘ABC’, as baixas temperaturas afetam diretamente sistemas como fechaduras, vidros, baterias e o circuito de combustível, podendo causar avarias que comprometem a segurança e o funcionamento dos automóveis, sobretudo nas primeiras horas da manhã.
Portas e fechaduras bloqueadas pelo gelo
A combinação de humidade e frio intenso pode provocar o congelamento de fechaduras, maçanetas e vedantes das portas, tornando difícil ou mesmo impossível aceder ao interior do veículo. Forçar a fechadura ou puxar a porta com violência é um erro frequente que pode causar danos irreversíveis.
Especialistas aconselham a utilização de sprays descongelantes adequados ou a aplicação de calor moderado e controlado, por exemplo com um secador de cabelo, evitando chamas diretas. Durante a noite, a proteção das fechaduras e das borrachas das portas pode reduzir significativamente o risco de congelamento.
Para-brisas e vidros sujeitos a fissuras
As geadas matinais continuam a ser um problema recorrente para muitos condutores portugueses. Vidros, para-brisas e escovas dos limpa-vidros são particularmente vulneráveis às temperaturas negativas. A tentação de remover o gelo com chaves ou outros objetos metálicos pode provocar riscos permanentes no vidro.
Segundo o ‘ABC’, também o uso de água morna ou sal para derreter o gelo pode ter consequências graves. O choque térmico pode originar fissuras no para-brisas, enquanto o sal acelera a degradação das borrachas de vedação, comprometendo a estanquidade do veículo.
Baterias e combustível afetados pelo frio
Os automóveis são projetados para operar de forma eficiente dentro de uma determinada faixa de temperaturas. Quando o termómetro se aproxima ou desce abaixo dos 0 graus, o desempenho da bateria é particularmente afetado e o consumo de combustível pode aumentar até 15%.
Para minimizar estes efeitos, os especialistas recomendam evitar o uso intenso do sistema de aquecimento logo após ligar o motor e manter o depósito de combustível o mais cheio possível. Um depósito com pouco combustível acumula ar frio e húmido, favorecendo a condensação e prejudicando a combustão.
Manutenção preventiva ganha importância no inverno
Além de soluções simples, como cobrir os vidros durante a noite ou verificar regularmente o nível do anticongelante, a manutenção preventiva assume um papel central durante períodos de frio extremo. A verificação do estado da bateria, dos líquidos do motor e das escovas dos limpa-vidros pode evitar avarias inesperadas e aumentar a segurança na estrada.
Num inverno marcado por temperaturas mais baixas do que o habitual, os especialistas sublinham que antecipar problemas é essencial para garantir que os veículos estão preparados para enfrentar condições climatéricas adversas em Portugal.














