Esta quarta-feira, o dia raiou no Porto com a fachada da loja da Zara, na rua de Santa Catarina, pintada de vermelho. Tratou-se de uma ação de proteste de ativistas pró-Palestina, que também escreveram algumas mensagens na frente do espaço da marca espanhola.
A ação foi levada a cabo pelo Coletivo pela Libertação da Palestina, que explicou ter avançado em reação à mais recente campanha da Zara para uma nova linha de casacos, que gerou uma onda de revolta nas redes sociais e a um boicote em países muçulmanos.
“Nessa ação de marketing, modelos pousam no meio de destruição urbana, segurando manequins embrulhados em lençóis brancos, uma cena demasiado próxima da realidade de Gaza neste momento2, justifica o grupo em comunicado.
A empresa, após estalar a polémica, retirou as imagens mais polémicas e depois acabou mesmo por retirar a campanha na sua totalidade. No entanto, o grupo de ativistas recusa que este seja um problema de um incidente isolado.
“É, sim, o resultado de anos de declarações sionistas e ações que atentam contra a justiça e autodeterminação do povo palestiniano por parte de oficiais da Zara e da Inditex (grupo empresarial a que pertence). É conhecido o apoio eleitoral oferecido por líderes desta holding a Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional israelita e figura central da extrema-direita sionista que se assume como racista, xenófobo, antipalestiniano e homofóbico”, acusa o coletivo pró-Palestina.
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/inspirada-em-gaza-nova-campanha-da-zara-desperta-a-ira-do-mundo-arabe-artistas-e-meios-de-comunicacao-apelam-ao-boicote/














