Exército recebe estandarte nacional da força destacada na Roménia: chefe do Estado-Maior destaca “missão exemplar” junto da NATO

A 7ª FND/ROU esteve projetada entre julho de 2025 e janeiro de 2026 e integrou cerca de 200 militares, maioritariamente do Exército Português, incluindo um militar da Marinha Portuguesa

Francisco Laranjeira
Janeiro 21, 2026
13:32

O Exército Português recebeu esta quarta-feira o Estandarte Nacional que acompanhou a 7ª Força Nacional Destacada (FND) Conjunta no Teatro de Operações da Roménia, no âmbito da operação ‘enhanced Vigilance Activities’ da NATO. A cerimónia decorreu pelas 11h30 no Regimento de Infantaria nº 14, em Viseu, assinalando oficialmente o regresso da força a território nacional.

A 7ª FND/ROU esteve projetada entre julho de 2025 e janeiro de 2026 e integrou cerca de 200 militares, maioritariamente do Exército Português, incluindo um militar da Marinha Portuguesa, integrado no Módulo de Apoio Geográfico e Meteorológico. Durante a missão, a força participou em exercícios e atividades de treino com unidades congéneres, num contexto multinacional exigente.

Missão reforçou presença portuguesa no flanco leste da NATO

A cerimónia foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, general Eduardo Manuel Braga da Cruz Mendes Ferrão, que destacou a importância da missão num quadro de segurança europeia particularmente sensível. Na sua intervenção, sublinhou que Portugal voltou a demonstrar ser um aliado credível e responsável, assumindo de forma firme os compromissos internacionais que lhe são atribuídos.

O general afirmou que a presença portuguesa na Roménia não se traduziu em declarações políticas, mas numa atuação consistente, integrada e profissional no terreno. Segundo o Chefe do Estado-Maior do Exército, a missão contribuiu de forma concreta para a estabilidade, a dissuasão e a defesa coletiva da Aliança Atlântica, num espaço estratégico onde a prontidão e a confiança entre aliados são determinantes.

Interoperabilidade e prontidão em ambiente operacional exigente

De acordo com o comandante do Exército, a missão decorreu num ambiente operacional marcado por elevada exigência, proximidade a áreas de instabilidade e necessidade permanente de coordenação com forças aliadas. Nesse contexto, a 7ª FND distinguiu-se pela disciplina operacional, pela capacidade de integração e pelo cumprimento rigoroso dos princípios da NATO.

O treino conjunto com forças aliadas foi destacado como um dos elementos centrais da missão, permitindo testar procedimentos, consolidar a interoperabilidade e reforçar os níveis de prontidão e eficiência operacional. As experiências vividas no terreno foram apontadas como uma mais-valia para o futuro, ao proporcionarem lições fundamentais obtidas em contexto próximo da realidade operacional.

Experiência adquirida considerada decisiva para o futuro do Exército

O general Mendes Ferrão sublinhou que o desempenho da força resulta de uma preparação exigente, de lideranças firmes e do trabalho desenvolvido em território nacional, desde o planeamento ao treino rigoroso. Defendeu ainda que as lições retiradas da missão devem ser consolidadas e transformadas em conhecimento estruturado, contribuindo para o aperfeiçoamento da forma como o Exército prepara, projeta e emprega as suas forças.

Na sua intervenção, deixou também uma palavra de reconhecimento aos familiares e amigos dos militares, considerando que o apoio prestado foi essencial para o cumprimento da missão. O Chefe do Estado-Maior do Exército concluiu afirmando que a 7ª Força Nacional Destacada honrou os compromissos internacionais de Portugal, reforçou a credibilidade do Estado Português e o prestígio do Exército.

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