Executivos portugueses otimistas com 2026, mas investimento em IA continua abaixo da média global

Nove em cada dez executivos de topo em Portugal mostram-se otimistas em relação ao crescimento económico para 2026, revelam os dados do barómetro C-Suite da Forvis Mazars Group. Apesar do bom humor, o estudo aponta que as empresas nacionais continuam a investir abaixo da média global em Inteligência Artificial (IA).

André Manuel Mendes
Fevereiro 2, 2026
11:20

Nove em cada dez executivos de topo em Portugal mostram-se otimistas em relação ao crescimento económico para 2026, revelam os dados do barómetro C-Suite da Forvis Mazars Group. Apesar do bom humor, o estudo aponta que as empresas nacionais continuam a investir abaixo da média global em Inteligência Artificial (IA).

O barómetro indica que sete em cada dez empresas portuguesas registaram aumento de lucros em 2025. Entre as tendências externas que terão maior impacto nos negócios em Portugal, os líderes destacam a IA, o aumento da concorrência, novas tecnologias, agitação social e novos modelos de trabalho.

O Índice de Confiança em Portugal está atualmente em 20%, com cerca de 20% dos executivos a declararem-se “muito confiantes” na capacidade de gerir as principais tendências do mercado. As prioridades estratégicas mais apontadas incluem expansão internacional, lançamento de novos produtos e serviços, e reestruturação ou redução de custos. Em média, 58% das empresas planeiam aumentar o investimento em áreas já testadas, como aquisição de clientes, sistemas de TI e digitalização, e planeamento da continuidade do negócio.

Em termos tecnológicos, a IA surge como principal prioridade de transformação (47%), seguida pelo crescimento das receitas e pelas parcerias internas ou externas. Apesar disso, menos de metade dos executivos de topo indicam ter uma estratégia definida de transformação tecnológica para 2026.

A implementação da IA está a reestruturar as equipas: 15% dos líderes reportam que a tecnologia já substituiu postos de trabalho, enquanto 38% criaram novas funções. Três em cada cinco empresas já adaptaram as equipas para apoiar a introdução da IA. Mais de metade dos executivos utiliza estas ferramentas para previsões, eficiência interna, criatividade e aquisição de conhecimento, visando otimização operacional e tomada de decisões mais precisas.

Contudo, apenas 2% das empresas portuguesas estão a investir atualmente mais de 20% do orçamento em IA, face a 15% da média global. Quatro em cada cinco executivos revelam preocupações éticas associadas à IA, com um terço a considerá-las significativas.

 

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