A Câmara dos Representantes dos EUA divulgou esta terça-feira mais de 33 mil páginas de documentos relacionados a Jeffrey Epstein, o falecido bilionário condenado por abuso sexual, fornecidos pelo Departamento de Justiça.
A divulgação foi feita pelo Comité de Supervisão e Reforma da Câmara e foi categorizada como a primeira de uma série de divulgações públicas, após acordos partidários para procurar a transparência nos arquivos do caso.
“Há mais documentos a caminho”, disse o presidente do comité, senador republicano James Comer, à imprensa americana após anunciar a decisão de divulgá-los. Das 333.295 páginas divulgadas, apenas 3% dos documentos são considerados novos, sendo o restante já são de domínio público.
“Foram divulgados menos de 1% dos registos, e o Departamento de Justiça está obstruindo a ação”, acusou o representante Ro Khanna, da Califórnia, logo após a divulgação dos registos.
O caso Epstein tem estado no centro da política americana nos últimos meses. O presidente Donald Trump afirmou durante a última campanha eleitoral que publicaria uma suposta lista de clientes do magnata, mas, uma vez no poder, tem sido mais contido.
Esse sigilo agitou a base de fãs do presidente depois de o Departamento de Justiça ter declarado em julho último que não divulgaria mais informações sobre Epstein. Enquanto isso, a ex-companheira de Epstein, Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de 20 anos de prisão por fornecer meninas menores de idade ao magnata, reuniu-se recentemente com autoridades americanos para garantir que Epstein não tinha uma lista de clientes famosos.
Em agosto último, o Departamento de Justiça divulgou dois interrogatórios que o procurador-geral adjunto Todd Blanche conduziu com Ghislaine Maxwell em julho passado, a respeito do caso. Nesses interrogatórios, Maxwell indicou não acreditar que Epstein tenha cometido suicídio na prisão.














