O Japão anunciou uma descoberta significativa de nódulos de manganês no fundo do oceano perto da ilha de Minami-Tori-shima, a cerca de 1.930 km de Tóquio, que pode acelerar os seus esforços para se tornar uma potência global na produção de energia limpa. Esta descoberta ocorre num momento em que o país já investiu 107 mil milhões de dólares (91 mil milhões de euros) em projetos de energia verde.
Os nódulos, localizados a aproximadamente 5.700 metros de profundidade, contêm milhões de toneladas de metais preciosos como cobalto e níquel — elementos fundamentais na produção de baterias para veículos elétricos e tecnologia de hidrogénio, considerados cruciais para a transição energética, revela o ‘Unilad Tech’.
Segundo cientistas, estes depósitos formaram-se ao longo de milhões de anos, com metais ligados a restos biológicos no fundo do mar. Especialistas estimam que o valor total da descoberta pode ultrapassar os 26 mil milhões de dólares (22 mil milhões de euros), com potencial para aumentar à medida que a procura global por estes materiais cresce.
Em vez de comercializar os metais, o governo japonês pretende utilizar esses recursos para avançar na produção de hidrogénio — uma das fontes mais promissoras de energia limpa. Pesquisadores do Instituto RIKEN desenvolveram uma tecnologia que permite usar o manganês para produzir hidrogénio em eletrolisadores de membrana de troca de prótons (PEM), aumentando a eficiência da produção em mais de mil vezes. Este avanço coloca o manganês ao nível de metais valiosos como platina e irídio.
Apesar do entusiasmo, especialistas alertam para os possíveis impactos ambientais da exploração dos nódulos no fundo do mar, destacando riscos significativos para a vida marinha local, que ainda estão a ser avaliados.












