Este mapa mostra os países mais perigosos do mundo em 2025. Saiba quais deve evitar

O mapa utiliza um sistema de cores para assinalar o grau de perigosidade, variando desde o nível mais seguro (azul, sem restrições específicas) até ao mais extremo (preto, viagem desaconselhada sob qualquer circunstância).

Pedro Gonçalves
Maio 14, 2025
17:04

Um novo mapa interativo da perigosidade mundial para 2025, construído segundo as diretrizes e conselhos do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha, está a dar que falar nas redes sociais. Este mapa, elaborado pelo jornal espanhol ABC, e que se baseia nas recomendações de viagem atualizadas continuamente por este ministério, estabelece diferentes níveis de risco por país e constitui uma ferramenta essencial para quem planeia deslocações ao estrangeiro.

O mapa utiliza um sistema de cores para assinalar o grau de perigosidade, variando desde o nível mais seguro (azul, sem restrições específicas) até ao mais extremo (preto, viagem desaconselhada sob qualquer circunstância). A categorização baseia-se nas atualizações regulares das autoridades espanholas, que avaliam a situação política, social e de segurança em cada país.

Veja o mapa abaixo e os países em cada nível de perigo

Nível máximo de perigo: 12 países marcados a preto
O nível mais grave é representado a preto e indica países onde o Ministério dos Negócios Estrangeiros desaconselha a viagem sob qualquer pretexto, recomendando ainda que os cidadãos espanhóis que se encontrem nesses territórios os abandonem de imediato. Em 2024, Sudão, Sudão do Sul e Papua-Nova Guiné foram incluídos nesta categoria, onde permanecem em 2025. Não houve alterações este ano.

Os 12 países classificados com este nível de alerta são:

  • Afeganistão
  • Síria
  • Iémen
  • Palestina (devido aos ataques na Faixa de Gaza)
  • Ucrânia (em guerra desde a invasão russa em 2022)
  • Eritreia
  • Somália
  • República Centro-Africana
  • Sudão
  • Sudão do Sul
  • Haiti
  • Papua-Nova Guiné (por elevados níveis de criminalidade)

Israel, que em 2024 fazia parte desta categoria, foi reclassificado para um nível menor de perigosidade, mas ainda assim continua a constar noutra categoria menos ‘grave’.

Vermelho: desaconselhado, exceto em caso de extrema necessidade
Quinze países estão assinalados a vermelho, o que indica que a viagem só deve ocorrer em casos de absoluta necessidade. Todos se localizam na Ásia e em África. Este ano, o Paquistão foi promovido a este nível de alerta devido ao agravamento do conflito com a Índia na região da Caxemira. Por sua vez, o Burundi saiu desta lista após melhorias na segurança.

Entre os países neste grupo estão:

  • Paquistão
  • Irão
  • Iraque
  • Coreia do Norte
  • Nigéria
  • E outros países africanos com situações de insegurança crónica.

Castanho: extrema precaução, com zonas a evitar
O nível castanho engloba 25 países onde é recomendada extrema precaução e se aconselha evitar determinadas regiões. América Latina, África e Ásia dominam esta categoria.

No continente americano, figuram México, Nicaragua, Honduras, Venezuela e Guatemala, todos devido à incapacidade dos governos em garantir a segurança em certas áreas. El Salvador, que em 2024 abandonou esta lista, permanece fora graças à significativa redução da criminalidade.

Na Ásia, Israel e Turquia mantêm-se neste grupo devido à ameaça terrorista. Já Paquistão, que no ano passado integrava esta categoria, subiu para a lista vermelha.

Em África, juntam-se agora ao grupo Burundi, Etiópia, Madagáscar, Moçambique e República do Congo. Saíram da lista Egito, Argélia, Gana e Zimbabué, em resultado de melhorias na segurança.

Laranja: precaução com zonas específicas a evitar
Esta categoria, que engloba 61 países, é a mais numerosa e variada. Aqui, o risco não é nacional, mas localizado em áreas específicas. A Rússia, por exemplo, está incluída devido à guerra junto à fronteira com a Ucrânia e aos conflitos no Cáucaso.

Vários países da América do Sul integram esta categoria por causa da criminalidade urbana, como Argentina, Brasil, Colômbia, Peru e Equador. Chile juntou-se à lista no ano passado após uma deterioração significativa da sua situação de segurança.

Também há presença europeia nesta categoria, incluindo:

  • Bielorrússia
  • Sérvia
  • Bósnia e Herzegovina
  • Moldávia
  • Geórgia
  • Arménia
  • Azerbaijão

Destacam-se, por exemplo, as regiões fronteiriças entre Azerbaijão e Arménia, recentemente afetadas por conflito armado; em Geórgia, Abecásia e Ossétia do Sul continuam fora do controlo do governo central; e na Moldávia, a Transnístria é considerada uma zona de tensão. A Sérvia é considerada globalmente segura, mas recomenda-se precaução especial na província do Kosovo.

Âmbar: viajar com extrema precaução
Cinco países estão identificados com a cor âmbar, o que significa que se deve viajar com extrema precaução. Estas nações enfrentam insegurança generalizada, mas sem zonas específicas a evitar de forma absoluta. Entre eles estão a República Dominicana e o Nepal.

Amarelo: viajar com precaução
Vinte e oito países estão assinalados a amarelo. Aqui, os motivos de alerta variam, podendo ser de ordem política ou de segurança. Bolívia e Uruguai constam devido a preocupações de segurança. Já em Cuba e na China, o alerta é de natureza política, motivado por restrições às liberdades civis. Estão também representados países europeus como Albânia e Montenegro.

Azul: sem restrições específicas
Por fim, 52 países são considerados seguros, sem restrições de viagem. Este grupo inclui toda a União Europeia, bem como Portugal, Itália, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos, Bélgica, Coreia do Sul, Japão, Canadá, Estados Unidos e Austrália, entre outros.

Apesar de não apresentarem riscos elevados, o Ministério espanhol adverte para a necessidade de precaução, especialmente em grandes cidades e zonas turísticas. Aconselha-se especial cuidado nas periferias urbanas de cidades como Paris, Marselha, Lyon, Nova Iorque ou Los Angeles.

O Ministério reforça ainda que “neste momento, nenhuma região do mundo e nenhum país estão completamente a salvo de possíveis atos terroristas”.

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