Esta manhã um gigante do espaço passa pela Terra… e não há motivo para alarme

Descoberto em outubro de 2005 pelo Catalina Sky Survey, no Arizona (EUA), o asteroide integra a categoria dos objetos próximos da Terra cuja órbita cruza a do nosso planeta

Francisco Laranjeira
Janeiro 12, 2026
7:15

O asteroide ‘2005 UK1’ passa esta segunda-feira pela Terra, numa aproximação que, apesar da designação de “potencialmente perigoso”, não representa qualquer ameaça para o planeta. O objeto espacial irá cruzar a vizinhança da Terra a uma distância superior a 32 vezes a separação média entre a Terra e a Lua, um valor considerado totalmente seguro pelos astrónomos.

Descoberto em outubro de 2005 pelo Catalina Sky Survey, no Arizona (EUA), o asteroide integra a categoria dos objetos próximos da Terra cuja órbita cruza a do nosso planeta. De acordo com o site ‘EarthSky’, a passagem mais próxima está prevista para esta segunda-feira, quando o asteroide se encontrará a cerca de 0,08 unidades astronómicas, uma distância muito superior à que define qualquer cenário de risco.

Um gigante entre os asteroides próximos da Terra

As estimativas indicam que o ‘2005 UK1’ terá entre 600 metros e 1,4 quilómetros de diâmetro, com base na sua magnitude absoluta, situada nos 18,1. Mesmo no limite inferior dessa estimativa, trata-se de um objeto significativamente maior do que a maioria dos asteroides próximos da Terra conhecidos, sendo considerado cerca de 97% maior do que grande parte deles.

Segundo o ‘EarthSky’, esta dimensão coloca-o no grupo dos chamados asteroides Apollo, caracterizados por órbitas que cruzam a da Terra. Apesar disso, está longe de ser o maior deste tipo já identificado: esse título pertence ao asteroide ‘1866 Sisyphus’, com cerca de 8,5 quilómetros de diâmetro. Outro exemplo conhecido é o ‘3200 Phaethon’, com cerca de 5,8 quilómetros, associado à chuva de meteoros das Geminídeas.

Porque é classificado como “potencialmente perigoso”

A designação de asteroide potencialmente perigoso é atribuída a objetos com mais de 140 metros de diâmetro que se aproximem da Terra a menos de 7,5 milhões de quilómetros. No caso do ‘2005 UK1’, essa classificação resulta apenas de critérios técnicos, uma vez que a distância a que irá passar está muito acima de qualquer limiar de preocupação.

Mesmo admitindo a possibilidade de o asteroide se situar no limite superior da estimativa de tamanho, o objeto estaria na categoria informal de “assassino de planetas”, aplicada a asteroides com mais de um quilómetro de diâmetro. Ainda assim, os especialistas sublinham que esta passagem não tem qualquer impacto previsível sobre a Terra.

Uma aproximação longe de ser excecional

A história recente mostra que objetos muito mais pequenos já entraram na atmosfera terrestre com consequências localizadas. O meteoro de Chelyabinsk, que explodiu sobre a Rússia em 2013, tinha cerca de 20 metros de diâmetro, enquanto o evento de Tunguska, em 1908, envolveu um corpo estimado entre 50 e 100 metros. Ambos eram incomparavelmente menores do que o ‘2005 UK1’.

A passagem mais próxima do asteroide está prevista para as 10h26 (hora de Lisboa) desta segunda-feira. O encontro anterior ocorreu em abril de 2018 e o próximo está agendado para dezembro de 2029, ambos a distâncias ainda maiores do que a atual aproximação.

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