Durante a II Guerra Mundial, Portugal manteve-se oficialmente neutro. Mas Lisboa foi tudo menos uma cidade alheia ao conflito: tornou-se um dos principais centros de espionagem da Europa e refúgio de centenas de refugiados que fugiam da guerra. Cafés, hotéis e ruas da capital serviram de palco a encontros secretos entre agentes das potências em confronto.
É esse lado oculto da História que a Green Trekker vai revelar este domingo na caminhada “Lisboa dos Espiões”, um percurso guiado de quatro quilómetros que promete transportar os participantes à Lisboa dos anos 40.
Segundo a organização, “Portugal ainda não disparara nenhuma arma nesta Segunda Grande Guerra, mas na capital, as armas eram outras: intriga, oportunismo e traição. Danças e contradanças entre membros das secretas alemãs, britânicas e americanas”.
O passeio começa às 10h00, em frente ao Hotel Tivoli Avenida, no número 185 da Avenida da Liberdade, e termina cerca das 13h00. O itinerário passa por alguns dos cafés e hotéis mais emblemáticos da época, “verdadeiros ninhos de espiões”, onde se cruzavam diplomatas, agentes secretos e fugitivos de toda a Europa. A organização promete ainda revelar histórias curiosas sobre as mulheres-espiãs que também atuaram a partir da capital portuguesa.
De acordo com a Green Trekker, o percurso é de nível fácil, acessível a participantes a partir dos nove anos. O trajeto faz-se maioritariamente em terreno plano, sem grandes exigências físicas. O custo é de 20 euros por pessoa, sendo gratuito para crianças até aos 12 anos acompanhadas por adultos.
A organização recomenda levar água, chapéu, protetor solar, roupa e calçado adequados às condições meteorológicas. As inscrições estão disponíveis online.














