Escolher mal a tarifa de luz pode custar quase 700 euros por ano

Segundo o mais recente relatório de mercado de energia do ComparaJá a diferença entre a oferta mais cara e a mais barata pode chegar a 678,96 euros por ano para alguns perfis de consumo, um valor considerado demasiado elevado para ser ignorado

Executive Digest com ComparaJá.pt
Fevereiro 7, 2026
20:00

A escolha da tarifa de eletricidade continua a ser o fator decisivo na fatura de energia das famílias portuguesas, apesar do aumento da produção renovável no sistema elétrico nacional. Segundo o mais recente relatório de mercado de energia do ComparaJá a diferença entre a oferta mais cara e a mais barata pode chegar a 678,96 euros por ano para alguns perfis de consumo, um valor considerado demasiado elevado para ser ignorado.

O inverno tem trazido mais chuva, vento e barragens cheias, o que se traduz em maior produção hídrica e eólica e em algum alívio dos preços grossistas. Mas esse efeito nem sempre chega de forma direta às famílias, que continuam a ver a conta final depender sobretudo da tarifa contratada. Em janeiro, os consumidores que mudaram de fornecedor através do ComparaJá passaram a poupar, no total, cerca de 1 milhão de euros por ano, o maior valor já registado pela plataforma.

“O ano começou com novas alterações de preços na energia, mas também com uma boa notícia para quem comparou. Em janeiro, os portugueses que mudaram através do ComparaJá passaram a poupar, no total, cerca de 1 milhão de euros por ano, o maior valor que já registámos. Isto prova que, mesmo sem mudar hábitos de consumo, é possível aliviar muito a fatura. Às vezes, a poupança começa só por escolher melhor. E tu, vens poupar connosco?”, afirma José Trovão, Head of Consumer Credit and Utilities do ComparaJá.

Os dados mostram que a eletricidade está no centro das decisões: 73,73% das mudanças de contrato em janeiro envolveram apenas eletricidade, enquanto os contratos duais (eletricidade e gás natural) representaram 23,65% das adesões, ficando o gás isolado reduzido a 2,62%. Também no tipo de oferta, as tarifas simples continuam a dominar, concentrando 93,55% das adesões, muito à frente das tarifas bi-horárias, com 6,41%, o que confirma que simplicidade e previsibilidade pesam mais do que a tentativa de ajustar consumos por horário.

Embora Lisboa e Porto liderem o número de pedidos de mudança, com 26,79% e 19,56% das adesões respetivamente, distritos como Aveiro, Braga e Santarém ganham cada vez mais peso, sinal de que comparar preços e trocar de fornecedor se tornou um hábito nacional. As simulações para fevereiro reforçam a mensagem central do relatório: com tarifas adequadas ao perfil de consumo, um casal sem filhos, uma família típica ou uma família numerosa podem reduzir de forma significativa o que pagam todos os meses, muitas vezes com poupanças adicionais através de descontos por débito direto, fatura eletrónica ou campanhas específicas.

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