Portugal continua a ser um ótimo país para efetuar os meus ensaios semanais, onde encontro estradas que serpenteiam por entre as serras, costas verdejantes e planícies a perder de vista mas também com centros urbanos congestionados.
Por isso quis perceber se a escolha de um SUV do segmento B e com tração integral era um capricho ou representa mesmo uma mais-valia em termos de segurança.
O Suzuki Vitara AllGrip é o protagonista deste ensaio, onde a marca continua a conjugar a sua herança japonesa com a eficiência híbrida moderna, assente no reputado sistema off-road da marca.
Após muitos kms percorridos nas curvas da Serra do Montejunto, nas autoestradas do centro do país mas também em trilhos enlameados do Alentejo percebi por que motivo o Vitara não é apenas mais um automóvel mas o sinónimo de independência desta marca.
O modelo combina equilíbrio com agilidade mas também robustez para fora de estrada e bom comportamento para estradas e AE. As linhas são muito diferentes das originais mas desde 2015 foi esta a opção da marca que agora introduziu algumas alterações subtis que o rejuvenesceram sem abdicar da sua essência, com uma grelha frontal simplificada, menos materiais cromados e uma assinatura de faróis LED mais afilada e com a zona do pára-choques frontal negra que transmite um visual mais musculado.
O Suzuki faz parte daquele ecossistema de veículos familiares versáteis para pessoas que valorizam a funcionalidade em detrimento da ostentação e que pretendem um comportamento muito competente – principalmente para o segmento onde se insere, conjugando níveis de conforto e de habitabilidade muito acima da média.
Se olharmos para a relação peso potência deste automóvel com peso bruto inferior a 1.300 quilos e 129 cavalos percebemos o quão ágil o mesmo é em qualquer situação, principalmente porque, ajudado por uma ótima caixa de velocidades automática com patilhas no volante – que por vezes nos fazem esquecer que este é um SUV familiar – e com o competente sistema de tração às quatro rodas que lhe garante uma estabilidade assinalável e com um chassis muito bem trabalhado que funciona com um supermini disfarçado de todo o terreno.
Mesmo em Sintra e sob chuva intensa o sistema de tração total mostrou uma viatura que não sai dos trilhos. Continua a ser um outsider no mercado mas na realidade possui um interior de boa qualidade com bancos muito confortáveis e ergonómicos, aquecidos, com alguns plásticos moles com pequenos apontamentos em pele sintética e camurça, um boa qualidade de construção e de materiais, garantia de muitos quilómetros sem ruídos parasitas.
A Suzuki não embarca na tendência de concentrar todos os comandos no painel central e por isso encontramos vários botões físicos no habitáculo principalmente o AC. O sistema de tração total possui os modos auto, sport, snow e lock (O modo Lock bloqueia a distribuição em 50/50 entre eixos e gere o binário eletronicamente) e que testado nos húmidos areais da Comporta comprovaram a eficácia do sistema.
Mas também os fatores menos conhecidos são a utilização da câmara colocada entre as saídas de ar no tablier que detetam a fadiga ou distração do condutor ativando alertas proativos e não intrusivos.
Mas também o dual sensor brake support (radar e câmara) que utiliza algoritmos para prever colisões, o sistema de reconhecimento de seres humanos, o sistema de manutenção na faixa de rodagem ou o sistema que detecta ziguezagues. O SUV começa nos €29.000, um valor bem acessível para tudo o que oferece.
O Vitara é um SUV destinado a famílias portuguesas urbanas mas com aspirações para o campo, para pais ativos que navegam durante a semana no trânsito da cidade mas que sonham com uma escapadela à Comporta, numa viatura que também se destaca pela fiabilidade, conforme comprovam os vários testes de durabilidade.
Disclaimer
Esta análise do Suzuki Vitara AllGrip foi elaborada por Jorge Farromba, original e ancorada em fontes verificáveis da marca, como press releases oficiais, documentos de apresentação e dados técnicos da Suzuki, complementados por revisões independentes de publicações de referência.
Adicionalmente, incorpora dados reais, factuais e comprovados, derivados de ensaios práticos efetuados pelo autor – incluindo centenas de quilómetros por estradas portuguesas autênticas – os quais, conforme estudos das consultoras Nielsen e Edelman, são os elementos mais valorizados pelos consumidores (70% confiam mais em opiniões de especialistas independentes do que em campanhas publicitárias oficiais).
Este artigo serve ocasionalmente como base para podcasts interativos gerados por IA, posteriormente disponibilizados no Spotify, fomentando uma experiência imersiva e personalizada para o ouvinte.
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