Empresas reinventam seguros de saúde: menos custos e mais valor para os colaboradores são prioridade

A WTW apresentou hoje a 4.ª edição do seu Barómetro Seguro de Saúde, um estudo que analisa as principais tendências do mercado português de seguros de saúde, bem como as estratégias das empresas para equilibrar custos, atrair talento e promover o bem-estar dos colaboradores.

André Manuel Mendes
Outubro 13, 2025
10:59

A WTW apresentou hoje a 4.ª edição do seu Barómetro Seguro de Saúde, um estudo que analisa as principais tendências do mercado português de seguros de saúde, bem como as estratégias das empresas para equilibrar custos, atrair talento e promover o bem-estar dos colaboradores.

Apesar de uma descida da inflação médica — de 12% em 2024 para 8% em 2025, com uma projeção de 7% para 2026 — o custo dos seguros de saúde continua a ser um dos principais fatores de pressão sobre os orçamentos empresariais. Para responder a este desafio, 70% das empresas já estão a reajustar as suas apólices, recorrendo a medidas como o aumento dos copagamentos, a inclusão de novas coberturas ou a revisão dos plafonds, numa tentativa de maximizar o retorno do investimento em benefícios.

Entre os principais destaques da edição de 2025 do Barómetro estão:

  • Benefício fiscal: majoração de 20% em IRC nos gastos com seguros de saúde;
  • Novos produtos e regulação: lançamento do Seguro de Saúde Padrão pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, com foco em medicina preventiva e doenças graves;
  • Digitalização: crescimento acelerado da telemedicina, com impacto direto na redução de custos;
  • Talento e experiência do colaborador: maior procura por benefícios flexíveis, personalizados e com atenção à saúde mental e bem-estar financeiro;
  • Medicina preventiva: reforço dos check-ups, da literacia em saúde e da deteção precoce de doenças mais complexas.

“As empresas estão a ser chamadas a equilibrar custos com propósito: oferecer pacotes de benefícios competitivos para atrair e reter talento, enquanto controlam orçamentos cada vez mais pressionados. A saúde mental, a medicina preventiva e a digitalização assumem-se como eixos estratégicos para o futuro”, afirma Alexandre Falcão, da WTW Portugal.

Segundo igualmente Pedro Nini de Oliveira da WTW Portugal: “com base na experiência acumulada da consultora junto das maiores empresas nacionais e internacionais, o Barómetro reforça que a próxima fronteira dos benefícios será a integração entre prevenção, personalização e sustentabilidade. Os programas de bem-estar global assumem uma prioridade e importância fundamental”.

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