Empresas que tiram proveito da IA registam maior crescimento e margens mais elevadas, revela estudo

As organizações mais avançadas na adoção de inteligência artificial têm 2,5 vezes mais probabilidade de alcançar um crescimento de receitas superior a 10% e uma probabilidade três vezes maior de atingir margens de lucro iguais ou superiores a 15%.

André Manuel Mendes
Janeiro 21, 2026
8:00

As organizações mais avançadas na adoção de inteligência artificial têm 2,5 vezes mais probabilidade de alcançar um crescimento de receitas superior a 10% e uma probabilidade três vezes maior de atingir margens de lucro iguais ou superiores a 15%.

A conclusão é do Global AI Report 2026, apresentado pela NTT DATA, que analisa a forma como as empresas líderes estão a transformar a visão estratégica em valor económico concreto.

O estudo, desenvolvido a partir de um inquérito a 2.567 executivos de topo em 35 países e 15 setores, identifica apenas 15% das organizações como verdadeiros “líderes em IA”. Este grupo distingue-se pela existência de estratégias claras, modelos operacionais maduros e uma execução consistente, fatores que se traduzem em melhores desempenhos financeiros face à concorrência.

Segundo o relatório, estas empresas encaram a inteligência artificial como um motor central de crescimento e não apenas como uma ferramenta de eficiência operacional. O alinhamento entre a estratégia de negócio e a estratégia de IA surge como um dos principais fatores de diferenciação, permitindo transformar orientação estratégica em retornos financeiros mensuráveis. Em vez de iniciativas dispersas, os líderes concentram-se em domínios com elevado potencial económico, redesenhando processos de forma integral e criando um efeito de “círculo virtuoso”, em que os primeiros sucessos alimentam novos investimentos e crescimento contínuo.

A execução surge como outro elemento crítico. As empresas líderes constroem bases tecnológicas seguras e escaláveis, investem em infraestruturas modernas e adotam modelos de governação robustos, frequentemente com a nomeação de Chief AI Officers com autoridade para gerir riscos e alinhar inovação. Em paralelo, utilizam a IA para potenciar o conhecimento dos colaboradores mais experientes, tratando a transformação como um programa transversal e sustentado de mudança organizacional.

Tiago Barroso, Country General Manager da NTT DATA Portugal, acrescenta que “este novo estudo confirma que a verdadeira diferenciação não reside apenas na adoção de IA, mas em fazê-lo com visão e foco. As organizações que tratam a IA como uma prioridade estratégica, com governação sólida e foco em valor de negócio, são as que estão a transformar inovação em resultados concretos. O nosso papel é apoiar as empresas portuguesas nesta transição, ajudando-as a escalar a IA de forma responsável, segura e orientada para impacto real.”

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