A pandemia de Covid-19 continua a afetar massivamente a China, impactando os negócios, as exportações e a economia. Com as autoridades chinesas a prometer ajudar mais de 600 empresas a reiniciar as suas operações, Europa enfrenta um verdadeiro “pesadelo logístico” sem fim à vista.
De acordo com a Câmara de Comércio da União Europeia, os problemas com a reposição das cadeias de abastecimento devem durar várias semanas, mostrando-se apreensivos depois de os órgãos empresariais do Reino Unido e dos EUA também terem sublinhado que os seus membros foram atingidos pelo lockdown na China.
Apesar de muitas empresas terem retomado a sua atividade, outras “ainda enfrentam os desafios da escassez de mão de obra e dificuldades logísticas”, disse Bettina Schoen-Behanzin, vice-presidente da Câmara de Comércio da União Europeia na China em declarações à ‘BBC’.
Com o lockdown imposto pelo Governo chinês, a Câmara do Comércio estima que estejam disponíveis menos de 30% da força de trabalho do país, pelo que os esforços para a reposição das operações são insuficientes.
“O consenso é que esse pesadelo logístico continuará até meados de maio”, disse Schoen-Behanzin.
O Presidente da Câmara de Comércio Americana em Xangai, Eric Zheng, tinha já dito à ‘Reuters’ que as autoridades estavam a coordenar o movimento de trabalhadores e mercadorias nas províncias chinesas, por forma a resolver os problemas nas cadeias de abastecimento. “Mas há atrasos que podem levar vários dias a algumas semanas para serem resolvidos”, alerta.
Na fábrica da Tesla foi definido que um trabalho em sistema de circuito fechado, que conta com várias medidas rigorosas e a obrigatoriedade de os funcionários ficarem a “viver” na fábrica, para reduzir a possibilidade de surtos ao mesmo tempo que a produção continua.
Segundo uma nota a que a ‘Bloomberg’ teve acesso, a Tesla vai fornecer a cada trabalhador um saco de cama e um colchão, que serão usados para dormir no chão numa área específica da fábrica, tendo em conta que não existe nenhum dormitório.














