O CDP – Disclosure Insight Action acaba de divulgar a sua avaliação anual e são quatro as empresas nacionais reconhecidas no combate às alterações climáticas. Este ano, EDP, Jerónimo Martins, Navigator e NOS são as empresas reconhecidas pelo seu desempenho.
O Grupo Jerónimo Martins ocupa, pelo terceiro ano consecutivo, o primeiro lugar no setor a nível mundial pelo seu desempenho – e pela transparência do seu reporte – no combate às alterações climáticas, na gestão da água enquanto recurso crítico e no combate à desflorestação.
O grupo obteve a classificação máxima (A) nos dois primeiros e o nível de liderança (A-) em matéria de gestão de todas as commodities associadas ao risco de desflorestação: óleo de palma, madeira, gado bovino e soja.
Pedro Soares dos Santos, Presidente e Administrador-Delegado do Grupo Jerónimo Martins afirma que “a consolidação da nossa posição de destaque a nível mundial nestes desafios demonstra que estamos no caminho certo em termos da condução sustentável dos nossos negócios e que a transparência com que reportamos a nossa atividade e os seus impactos é amplamente reconhecida. Recebemos, com grande satisfação, e também com um reforçado sentido de responsabilidade, as boas notícias que as avaliações anuais do CDP nos têm trazido. Estamos este ano a celebrar os 230 anos do nosso Grupo e estou certo que esta longevidade só é alcançável por empresas que tenham um compromisso muito forte com a sustentabilidade económica, social e ambiental dos seus negócios, com as sociedades de que fazem parte e também com o planeta”.
No caso da NOS, foi avaliada com a pontuação A (o nível máximo) no que respeita ao desempenho e transparência no combate às alterações climáticas, ficando entre as quatro melhores empresas portuguesas participantes.
Além disso, obteve ainda a pontuação máxima no patamar de Liderança, e superou a média de todas as empresas avaliadas a nível mundial (C), bem como das restantes empresas europeias (B), e em particular do setor de Media, Telecomunicações e Serviços de Data Center (B).
Este é o terceiro ano consecutivo que a NOS participa nesta avaliação. Este ano, os indicadores apresentaram uma melhoria face a 2021, cimentando o desempenho da empresa no patamar Liderança, correspondente à implementação das melhores práticas na gestão dos riscos e oportunidades climáticas. Na avaliação de 2022, a NOS atingiu a pontuação máxima em vários critérios, nomeadamente no que se refere à inventariação, redução e metas de emissões de gases com efeito de estufa, à gestão de riscos climáticos e à governança do tema na organização.
De acordo um comunicado da empresa, “esta distinção surge em linha com a ambição da NOS de liderar, de forma inequívoca, no combate às alterações climáticas e na utilização circular de recursos, influenciando positivamente toda a cadeia de valor”.
Recorde-se que, em dezembro do ano passado, a NOS viu as suas metas de redução de emissões aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi). Estas metas incluem a redução, até 2030, de 90% das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) na sua operação própria e em 30% na cadeia de valor, em relação a 2019.
As restantes empresas a ser reconhecidas foram a EDP e a Navigator, ambas bastante bem classificadas.
No caso da energética EDP, obteve pontuação A no que respeita ao desempenho e transparência no combate às alterações climáticas, bem como no que diz respeito à Gestão da água enquanto recurso crítico.
Em comunicado, a empresa refere que “pelo sexto ano consecutivo, a EDP voltou a ser reconhecida pela organização internacional CDP pela sua política climática e gestão de recursos hídricos. Boa performance valeu um duplo A, a nota mais alta da lista”. Acrescentam ainda que “a EDP tem sido reconhecida pelas suas boas práticas nestas categorias por esta organização internacional, que gere um sistema de informação global que serve de referência para investidores, empresas, cidades, estados e regiões para gerirem os seus impactos ambientais”.
Já a empresa de comercialização de papel Navigator, que “é a única empresa industrial portuguesa com esta distinção”, obteve pontuação A no que respeita ao desempenho e transparência no combate às alterações climáticas e A- na liderança na gestão dos riscos relacionados com clima e floresta.
A empresa destaca que “a subida no ranking de “Leadership” (de “A–“ para “A”) é um importante reconhecimento da atuação da Empresa ao nível da redução de emissões, diminuição dos riscos climáticos e desenvolvimento de uma economia de baixo impacto de carbono”.
Além do questionário relativo às alterações climáticas, a empresa submeteu, pela primeira vez em 2021, a sua participação ao CDP Forest, focado na gestão florestal e viu reconhecido, logo no segundo ano, o seu desempenho também nesta categoria, tendo subido para “A-“ e ocupando agora também uma posição de líder nesta área.
Apontam ainda que “com um Propósito corporativo e a Agenda de Gestão Responsável 2030 alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, a estratégia da Navigator está assente num forte investimento para desenvolver bioprodutos sustentáveis, a partir de matérias primas provenientes de florestas com gestão certificada ou de origem controlada, reduzindo a dependência dos recursos fósseis e promovendo a descarbonização da economia” o que reflete o desempenho no CDP.
O CDP é uma organização sem fins lucrativos que incentiva empresas e cidades a medir e gerir oportunidades e riscos em matérias de ambiente e de alterações climáticas. Anualmente, recolhe informação através dos seus programas “Combate às alterações climáticas”, “Desflorestação” e “Gestão da água enquanto recurso crítico”. Em 2022, mais de 680 instituições financeiras com cerca de 130 mil milhões de euros em ativos pediram a empresas, através do CDP, para divulgarem informação sobre impactos ambientais, riscos e oportunidades. Mais de 18.700 mil empresas, que representam metade da capitalização bolsista global, responderam.













