Se o espírito empreendedor lhe corre pelas veias e se o seu sonho é criar a sua própria empresa, há países que são mais atrativos para o fazer.
A facilidade de criar um negócio em qualquer país significa ter em consideração alguns fatores-chave. Um índice elaborado pelo Banco Mundial classificou-os em 10 parâmetros:
– Começar um negócio;
– Lidar com as licenças de construção;
– Obter eletricidade;
– Registar a propriedade;
– Obter crédito;
– Proteger investidores minoritários;
– Pagar impostos;
– Comércio além-fronteiras;
– Execução de contratos;
– Resolver insolvência.
Embora nem todos os países possam ser os melhores em todas as categorias listadas acima, estes são alguns dos países da Europa mais fáceis para iniciar um negócio, de acordo com a Euronews Business.
Irlanda
A República da Irlanda é uma das escolhas mais populares para iniciar um negócio na Europa, devido ao facto de ser uma economia de elevado rendimento e muito desenvolvida digitalmente. A Enterprise Ireland investe em cerca de 200 startups todos os anos, o que torna esta país atrativo.
De acordo com o estudo Doing Business in the European Union 2020: Ireland, do Banco Mundial, várias cidades irlandesas têm uma classificação elevada em muitos dos parâmetros acima.
O facto de a Irlanda ser membro da União Europeia, da OCDE e da Zona Euro, bem como utilizar o euro e ter o inglês como uma das principais línguas, são também fatores muito atrativos para os empreendedores europeus.
Para além disso, o país tem também uma das taxas de imposto sobre as sociedades mais baixas do mundo, de 12,5%, e um Tratado de Dupla Tributação com cerca de 72 países até agora.
Bulgária
Burocracia relativamente baixa envolvida com a criação de uma empresa, custos administrativos baixos, o imposto sobre as sociedades é de apenas 10%, as empresas estrangeiras não têm restrições legais para comprar terrenos no país, são alguns dos motivos para escolher a Bulgária para criar uma empresa.
Os empresários da UE também podem beneficiar de mão-de-obra barata, altamente qualificada e multilingue, e de um custo de vida relativamente baixo, ao mesmo tempo que têm acesso ao Mercado Único Europeu devido ao facto de a Bulgária fazer parte da UE.
Países Baixos
De acordo com o Fórum Económico Mundial , os Países Baixos são a quinta maior economia da União Europeia, e tem uma força de trabalho extremamente cosmopolita, altamente qualificada.
O Governo oferece uma série de apoios empresarial e incentivos fiscais a novas empresas, pese embora a taxa de imposto sobre as sociedades seja um pouco mais elevada do que algumas outras opções europeias, de 25,8%.
Os incentivos incluem um subsídio ao empreendedor, que permite que paguem 30% dos salários dos talentos estrangeiros sem dedução de impostos. Além disso, o Governo apoia a investigação e o desenvolvimento, bem como a inovação, reembolsando uma série de custos para empresas que realizam investigação científica ou desenvolvem novos produtos inovadores, entre outros.
Suécia
A Suécia ficou em segundo lugar no Índice de Prontidão de Rede 2020, que mede o grau de preparação digital de um país e o grau de disposição das pessoas, das empresas e do Governo de um país para fazer pleno uso da tecnologia disponível.
O país tem também um setor de construção próspero, com excelente alcance em todo o Norte da Europa, que também atrai empresários da construção, um governo estável e baixos níveis de corrupção.
Reino Unido
Constituir uma empresa também é relativamente rápido, fácil e barato, com os pedidos a serem processados dentro de oito a 10 dias, sendo que se for online são mesmo processados em 24 horas.
O Reino Unido também tem medidas para apoiar as empresas nos seus primeiros anos, quando a rentabilidade é baixa, proporciona benefícios fiscais no final da vida de uma empresa, no que diz respeito às receitas obtidas com a venda de ativos, e tem um sistema fiscal e jurídico forte, com processos eficientes e uma taxa de imposto sobre as sociedades de 25% para todas as sociedades anónimas.














