Dois deputados israelitas interrompem discurso de Trump e chamam-no “terrorista”: veja o vídeo do momento

Equipas de segurança arrastaram Cassif, o único judeu do partido e um observador comunista, para fora da câmara. Também retiraram Ayman Odeh, um palestiniano e líder do partido, da sessão plenária

Francisco Laranjeira
Outubro 13, 2025
14:46

Dois membros israelitas do Knesset gritaram e interromperam o discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, na Câmara dos Representantes esta segunda-feira: os dois políticos levantaram-se, por entre gritos a chamar o presidente americano de “terrorista” e ergueram cartazes onde se lia “reconheçam a Palestina”.

O incidente ocorreu durante o discurso do presidente dos EUA: Ayman Odeh e Ofer Cassif, ambos membros da coaligação árabe-judaica Hadash Taal, levantaram-se dos seus lugares assentos e gritaram diversas vezes em protesto contra o presidente dos EUA, incluindo gritos de “terrorista!” e “genocídio!”

Equipas de segurança arrastaram Cassif, o único judeu do partido e um observador comunista, para fora da câmara. Também retiraram Ayman Odeh, um palestiniano e líder do partido, da sessão plenária.

Após o incidente, Trump teve de interromper o seu discurso, enquanto os funcionários parlamentares expulsavam os dois contestatários. Em seguida, o presidente americano continuou normalmente e até brincou sobre a rapidez das equipas de segurança do Knesset. “Foi muito eficiente “, destacou Trump, um comentário que provocou risos entre os demais parlamentares presentes.

Após a expulsão, os dois políticos explicaram o seu protesto nas redes sociais. “Não viemos para interferir, mas para exigir justiça. Uma paz verdadeira, que salvará os dois povos da Terra da destruição, só virá com o fim da ocupação e do apartheid, e o estabelecimento de um Estado palestiniano ao lado de Israel”, escreveu Cassif na rede social ‘X’. “Recusem-se a ser conquistadores! Resistam ao Governo maldito!”, acrescentou.

Odeh também se manifestou nas redes sociais, afirmando que protestou para exigir o reconhecimento de um Estado palestiniano. “Fui expulso da sessão plenária simplesmente porque levantei a reivindicação mais simples, uma reivindicação com a qual toda a comunidade internacional concorda: o reconhecimento de um Estado palestiniano”, escreveu nas redes sociais.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.