Diretor da Polícia Judiciária alvo de insultos e ameaças após operação contra grupo neonazi

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, tornou-se alvo de uma onda de insultos e ameaças nas redes sociais na sequência da operação policial que levou à detenção de 37 elementos do grupo ultranacionalista 1143.

Revista de Imprensa
Janeiro 26, 2026
12:29

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, tornou-se alvo de uma onda de insultos e ameaças nas redes sociais na sequência da operação policial que levou à detenção de 37 elementos do grupo ultranacionalista 1143. Desde terça-feira, multiplicaram-se publicações com linguagem agressiva e ameaçadora, algumas das quais associam o responsável máximo da PJ a alegadas agendas políticas e atacam diretamente a sua atuação à frente da instituição, com frases como “este crápula vai ter o que merece” ou “o diretor da PJ que vá para a pqp”.

Segundo o Correio da Manhã, os ataques intensificaram-se sobretudo na rede social X (antigo Twitter), onde o nome de Luís Neves chegou a figurar entre os temas mais comentados do dia, mas também circulam em grupos fechados de WhatsApp e Telegram. Em comum, muitas dessas mensagens manifestam apoio aos detidos, defendem figuras do espaço ultranacionalista, incluindo André Ventura, e associam o diretor da PJ tanto ao PS como ao PSD. Fonte policial confirmou que todas as publicações estão a ser monitorizadas pelas autoridades.

A ofensiva digital surgiu após a chamada ‘Operação Irmandade’, conduzida pela Polícia Judiciária, que resultou na detenção de vários membros do grupo 1143, suspeito de atividade extremista. A visibilidade pública de Luís Neves aumentou ainda mais após a sua participação em conferências de imprensa sobre matérias de segurança interna, o que contribuiu para que se tornasse um alvo central dos ataques, muitos deles com tom intimidatório e potencialmente criminal.

Paralelamente, o advogado de Mário Machado, José Manuel Castro, anunciou que vai avançar com um incidente de suspeição contra o juiz de instrução criminal que decretou a prisão preventiva de cinco dos detidos no âmbito da mesma operação. A iniciativa judicial surge num contexto de forte tensão política e mediática em torno do processo, que colocou a atuação da Polícia Judiciária e do sistema judicial no centro do debate público.

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