Seis milhões de milhões de dólares (cerca de 5,4 milhões de milhões de euros). É este o valor que a guerra já terá custado aos Estados Unidos da América ao longo de 20 anos de conflito, segundo um estudo elaborado pela Universidade de Brown.
Citados pelo site brasileiro UOL, os dados da análise mostram que o dinheiro gasto seria suficiente para acabar com a fome ou reverter o aquecimento global. No ano passado, foi divulgada uma estimativa que apontava para 1,8 milhões de milhões de dólares (1,6 milhões de milhões de euros) como o valor necessário para lidar com as alterações climáticas, até 2030. O investimento teria como destino sistemas de alerta meteorológico, infra-estruturas, agricultura e gestão de água, entre outras áreas.
Por outro lado, um estudo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura estima que são precisos 265 mil milhões de dólares (238 mil milhões de euros), também até 2030, para eliminar a fome. Isto significa que o dinheiro gasto pelos Estados Unidos da América seria suficiente para resolver os dois problemas.
Os seis milhões de milhões de dólares são contabilizados a partir do ataque às Torres Gémeas a 11 de Setembro de 2011 e juntam os gastos da Casa Branca no Iraque, Afeganistão, Paquistão e Síria.
Armas, infra-estruturas, taxas de juros relativos às dívidas contraídas para pagar a guerra e medidas de segurança para prevenir atentados fazem parte do orçamento. Só o conflito no Iraque terá custado mais de dois milhões de milhões de dólares (1,8 milhões de milhões de euros), incluindo treino dos militares, pensões, construção de bases, tecnologia, combustíveis burocracia.
Ficam de fora os custos associados aos novos conflitos que agora surgem no Irão e que deverão aumentar ainda mais a conta. Olhando somente para as pensões que os EUA têm de pagar aos homens e mulheres que lutam em seu nome, a Universidade de Brown estima que o governo norte-americano ainda terá de gastar mais de um milhão de milhão de dólares (aproximadamente 900 mil milhões de euros) com os veteranos de guerra, entre 2020 e 2059. Dentro de 19 anos, deverão existir 4,3 milhões de veteranos no outro lado do Atlântico.
A Universidade de Brown sublinha ainda outro problema: “Não existe uma estratégia para pagar responsavelmente por estas guerras.”














