A Impresa reúne na manhã desta segunda-feira em assembleia-geral extraordinária para decidir um aumento de capital de 17,325 milhões de euros, operação que permitirá a entrada do grupo italiano MediaForEurope (MFE) no capital da dona da SIC e do Expresso. A proposta prevê que o aumento seja integralmente subscrito pelo grupo controlado pela família Berlusconi.
Em cima da mesa estão várias deliberações necessárias para viabilizar a operação, incluindo a conversão das atuais ações em títulos sem valor nominal, a autorização ao conselho de administração para proceder ao aumento de capital até ao montante máximo previsto e a supressão do direito de preferência dos atuais acionistas. Estas alterações exigem também mudanças aos estatutos da empresa.
O aumento de capital é uma condição essencial do acordo de investimento anunciado no final de novembro entre a Impreger, holding da família Balsemão, e a MFE. A operação implica a emissão de 82,5 milhões de novas ações por 17,325 milhões de euros, a um preço unitário de 21 cêntimos, acima da atual cotação bolsista.
Concretizada a operação, a MediaForEurope passará a deter 32,934% do capital da Impresa, enquanto a Impreger verá a sua participação reduzida para 33,738%, mantendo-se como maior acionista individual. O negócio avalia a Impresa em cerca de 52,6 milhões de euros e prevê ainda a celebração de um acordo parassocial entre os dois acionistas de referência.
Além da aprovação em assembleia-geral, o acordo depende de duas condições adicionais: a confirmação de que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários não exigirá o lançamento de uma oferta pública de aquisição e a garantia de que os bancos credores não ativarão cláusulas de vencimento antecipado da dívida. A empresa estima que estas condições possam ficar resolvidas num prazo máximo de dois meses.
A entrada do grupo italiano é vista como determinante para reforçar a estrutura financeira da Impresa, que acumula uma dívida líquida de cerca de 145 milhões de euros. Para a MediaForEurope, a operação insere-se na estratégia de expansão no mercado europeu, reforçando a presença no espaço ibérico e a articulação com outros ativos do grupo na região.














