O debate quinzenal com Luís Montenegro, na Assembleia da República, agendado para hoje, às 15 horas. deverá ser adiado para sexta-feira, às 10 horas.
Face ao agravamento da situação de risco de inundações na região de Coimbra, o presidente da Assembleia da República já questionou formalmente os partidos se aceitam o adiamento do debate quinzenal, tendo pedido respostas até ao meio-dia. De acordo com a ‘SIC Notícias, PS, Iniciativa Liberal e também o PSD já deram a sua concordância – o Chega já deu igualmente a sua anuência.
Fonte oficial da bancada social-democrata já se mostrou favorável ao adiamento, na sequência do contacto do presidente da Assembleia da República aos membros da conferência de líderes. No entanto, para haver adiamento, é preciso unanimidade: pelas 10h30, revelou a Lusa, faltavam as resposta do Bloco de Esquerda e do PCP.
Recorde-se que a IL já havia pedido o adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro agendado para esta tarde, devido ao agravamento da situação em Coimbra.
O pedido foi anunciado numa conferência de imprensa da presidente do partido, Mariana Leitão, esta manhã na Assembleia da República, e justificado pela necessidade de o primeiro-ministro – que vai assumir a pasta da Administração Interna após a saída de Maria Lúcia Amaral do Executivo – estar no terreno devido ao agravamento da situação em Coimbra, onde a população está a ser evacuada devido ao risco de colapso dos diques do Rio Mondego.
O debate aconteceria depois da demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, na noite desta terça-feira, a primeira saída do atual Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro.
Face ao risco de as margens do Mondego colapsarem, a Câmara de Coimbra decidiu na noite desta terça-feira avançar com uma retirada preventiva em várias zonas do concelho, que abrange entre 2.800 a 3.000 pessoas, afirmou, na altura, a presidente do município, Ana Abrunhosa.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.














