Cuidado com o que diz ao telefone: as três palavras ‘proibidas’ para evitar que os cibercriminosos lhe limpem a conta bancária

Os especialistas alertam que certas expressões ditas ao telefone podem ser manipuladas e usadas fora de contexto para simular consentimento em transações bancárias

Francisco Laranjeira
Novembro 9, 2025
19:00

Os cibercriminosos tornaram-se mestres da adaptação. Segundo o ‘El Economista’, estão constantemente a aperfeiçoar os seus métodos para enganar utilizadores e aceder a informações pessoais e bancárias. Embora muitos ataques envolvam vírus, links fraudulentos ou softwares maliciosos, alguns esquemas são surpreendentemente simples — e podem começar com uma simples chamada telefónica.

Por vezes, recordou a publicação espanhola, basta uma resposta inocente para que um esquema de voz seja ativado. Os golpistas recorrem a gravações de chamadas para capturar a voz das vítimas e utilizá-la posteriormente na validação de contratos, autorizações financeiras ou até em falsificações de identidade.

As três palavras a evitar em chamadas suspeitas

Os especialistas alertam que certas expressões ditas ao telefone podem ser manipuladas e usadas fora de contexto para simular consentimento em transações bancárias. As três palavras que devem ser evitadas são:

– “Sim” ou “Sim?”

– “OK”

– “Aceito”

Os ataques ocorrem frequentemente quando o utilizador atende uma chamada com silêncio do outro lado ou quando o interlocutor finge representar uma empresa, banco ou instituição oficial. O objetivo é induzir a vítima a pronunciar uma destas palavras para capturar a sua voz e aplicá-la em fraudes automatizadas.

Como proteger-se de fraudes telefónicas

A prevenção continua a ser a melhor defesa. Especialistas recomendam nunca partilhar dados pessoais, bancários ou senhas por telefone, já que nenhuma entidade legítima solicita este tipo de informação dessa forma. É também aconselhável desligar de imediato perante qualquer suspeita, verificar regularmente as contas bancárias e denunciar números fraudulentos.

Antes de agir, é fundamental confirmar a identidade de quem está a ligar. Se houver dúvidas, deve encerrar a chamada e contactar diretamente o banco ou a empresa em causa. Uma simples palavra pode ser suficiente para cair numa armadilha — e os cibercriminosos sabem disso.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.