Os CTT esperam crescer para alcançar a liderança ibérica em logística de comércio eletrónico, de acordo com a estratégia 2026-28, e vão intensificar o seu investimento ‘core’ [central] durante este período, anunciaram hoje os Correios.
Para o triénio 2026-28, os CTT esperam “crescer para alcançar a liderança ibérica em logística de comércio eletrónico”, sendo que para tal irá evoluir o seu modelo operacional, “combinando uma oferta completa de última milha com uma presença mais ampla na cadeia de valor, para fomentar a fidelização dos clientes”.
Para concretizar o crescimento previsto para o período 2026-28, “os CTT irão intensificar o seu investimento ‘core’ durante este período”, lê-se em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), adiantando que “este plano de investimento terá como objetivo expandir as operações e a qualidade do serviço através de investimentos estratégicos em infraestruturas, soluções ‘out-of-home’ e IT”.
Os Correios de Portugal mantêm “o objetivo de pagar entre 35 e 50% do resultado líquido em dividendos de caráter recorrente”.
A empresa, liderada por João Bento, realiza hoje o seu Capital Markets Day 2025, durante o qual a equipa de gestão apresentará a estratégia e objetivos para o triénio 2026-28.
Os CTT confirmam ainda o ‘guidance’ [orientação] para este ano, “reiterando os objetivos para 2025 divulgados no Capital Markets Day de 2022”.
Neste contexto esperam receitas entre 1,1 mil milhões de euros e 1,25 mil milhões de euros e um resultado EBIT recorrente no exercício de 2025, incluindo oito meses da Cacesa, que deverá ser superior a 115 milhões de euros.
“A perspetiva de risco mantém-se conforme segue: os riscos macroeconómicos e setoriais são relevantes e persistentes, incluindo incerteza geopolítica, inflação, custo da energia e das matérias-primas e imposição de tarifas que afetam o comércio global”, referem os CTT.
Para o triénio, os CTT, “enquanto operador logístico líder no comércio eletrónico, estão focados em tornar-se líderes de mercado na Península Ibérica” através ações estratégicas onde se incluem “soluções de comércio eletrónico: crescer para alcançar a liderança ibérica em logística de comércio eletrónico”.
Para atingir este objetivo, “iremos evoluir o nosso modelo operacional, combinando uma oferta completa de última milha com uma presença mais ampla na cadeia de valor, para fomentar a fidelização dos clientes”, referem os CTT.
No segmento Correio e Serviços, preveem “estabilizar o correio, estimular as soluções empresariais e reforçar o retalho”.
Neste âmbito, “os CTT irão alavancar os preços do correio enquanto se preparam para o próximo contrato de serviço universal e irão reduzir custos através de eficiências operacionais, capitalizando as atuais capacidades comerciais e da rede (B2B e B2C)”.
No Banco CTT, este “irá reforçar um modelo de negócio distinto, completar a oferta e impulsionar o digital para combinar com uma presença física não replicável”.
Os CTT vão desenvolver facilitadores de negócios como alavancar a tecnologia e a engenharia ‘in-house’ [interno], apostar em atrair, desenvolver e recompensar talento e integrar a sustentabilidade nas decisões e ações diárias e de rotina.
Em termos de ambição financeira e ‘guidance’ para 2028, “com base na estratégia delineada, os CTT irão alavancar a sua oferta diferenciada em logística de comércio eletrónico e a parceria com a DHL para continuar na sua trajetória de crescimento rumo à liderança na logística de comércio eletrónico ibérico”.
O crescimento dos CTT deverá traduzir-se nos objetivos consolidados em 2028: “CAGR [taxa de crescimento anual] das receitas de 7-9% para atingir rendimentos operacionais do grupo no intervalo de 1.600 milhões de euros-1.700 milhões de euros” e “CAGR do EBIT de 13-17% para atingir um EBIT recorrente do grupo no intervalo de 170 milhões de euros-195 milhões de euros”.















