Crise no INEM: Ambulâncias do Algarve param pelo terceiro dia consecutivo

A escassez de profissionais voltou a afetar a resposta de emergência pré-hospitalar no Algarve, com várias ambulâncias do INEM novamente inoperacionais esta segunda-feira, numa altura em que o mês de janeiro ainda vai a meio. Ao longo do dia, a situação agravou-se progressivamente, deixando grande parte da frota fora de serviço.

Executive Digest
Janeiro 12, 2026
18:18

A escassez de profissionais voltou a afetar a resposta de emergência pré-hospitalar no Algarve, com várias ambulâncias do INEM novamente inoperacionais esta segunda-feira, numa altura em que o mês de janeiro ainda vai a meio. Ao longo do dia, a situação agravou-se progressivamente, deixando grande parte da frota fora de serviço.

Durante a manhã, e até às 16h00, duas das seis ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica que prestam serviço na região algarvia estiveram paradas por falta de tripulantes. Já no período da tarde, o número de viaturas inoperacionais subiu para quatro ambulâncias, às quais se juntou ainda uma mota de emergência pré-hospitalar.

Este foi já o terceiro dia consecutivo em que ambulâncias do INEM no Algarve ficaram fora de serviço, uma situação que volta a expor dificuldades estruturais na resposta de emergência na região. Uma das viaturas afetadas tem base no hospital de Faro, um dos principais pontos de apoio hospitalar do Algarve.

A paralisação está diretamente relacionada com a falta de profissionais, um problema que, segundo fontes sindicais, não é novo e tem vindo a repetir-se ao longo dos últimos meses.

Em declarações ao Correio da Manhã, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, explicou que, em situações anteriores, foi necessário recorrer à deslocação temporária de profissionais do norte e do centro do país para assegurar a resposta no Algarve, algo que, desta vez, não está a acontecer.

O dirigente sindical alertou ainda para problemas persistentes na organização do serviço, sublinhando que a escala de janeiro apresenta várias falhas. Segundo Rui Lázaro, esta situação aumenta o risco de novas paragens de meios de emergência nos próximos dias, incluindo já no próximo fim de semana.

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