Crédito malparado: As novas regras para empresas que o Banco de Portugal impôs para reduzir os riscos

A decisão recente do Banco de Portugal de passar a fiscalizar as empresas que compram crédito malparado aos bancos representa um reforço da supervisão e da transparência no sistema financeiro. Contudo, para os consumidores, o foco deve estar em evitar que os créditos entrem em incumprimento.

André Manuel Mendes
Outubro 20, 2025
9:59

A decisão recente do Banco de Portugal de passar a fiscalizar as empresas que compram crédito malparado aos bancos representa um reforço da supervisão e da transparência no sistema financeiro. Contudo, para os consumidores, o foco deve estar em evitar que os créditos entrem em incumprimento.

De forma simples, crédito malparado é aquele que deixa de ser pago durante um período prolongado, sendo classificado pelos bancos como incobrável. Nestas situações, as dívidas são muitas vezes vendidas a empresas especializadas em recuperação de crédito — o que pode significar maior pressão para pagar, risco acrescido de penhoras e um impacto prolongado na vida financeira dos devedores.

As consequências de entrar em incumprimento vão além da relação com o banco. Entre os principais efeitos estão: Dificuldade em obter novos créditos; inclusão em bases de dados de risco de incumprimento; processos de cobrança judicial ou extrajudicial mais agressivos; stress financeiro e desequilíbrio no orçamento familiar.

Embora a supervisão seja essencial, a verdadeira proteção começa na prevenção, como explica a CreditoConsolidado.pt. Monitorizar o orçamento familiar e identificar sinais de alerta precocemente são passos fundamentais para evitar problemas futuros. Em caso de dificuldades nos pagamentos, é recomendável negociar com o banco e analisar soluções como a consolidação de créditos, que pode reduzir o valor das prestações mensais e recuperar a estabilidade financeira.

Portugal continua a apresentar níveis de literacia financeira abaixo da média europeia, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o que aumenta a probabilidade de decisões de crédito menos informadas. Investir em educação financeira e recorrer a ferramentas digitais, como os simuladores de poupança e redução de dívida disponibilizados pelo CreditoConsolidado.pt, pode ser determinante para evitar riscos futuros.

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