Covid-19. Andaluzia, Castela e Leão e Castela de La Mancha estudam proibição de fumar na rua à semelhança da Galiza

Três comunidades autónomas de Espanha ponderam seguir o exemplo da Galiza e proibir o consumo de tabaco em espaços públicos onde não seja possível cumprir a distância social.

Simone Silva
Agosto 13, 2020
10:19

Três comunidades autónomas de Espanha ponderam seguir o exemplo da Galiza e proibir o consumo de tabaco em espaços públicos onde não seja possível cumprir a distância social, é o caso de Andaluzia, Castela-Mancha e Leão e Castela, segundo o ‘El Pais’.

O presidente da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, anunciou a nova restrição numa conferência de imprensa na quarta-feira, depois de uma reunião com a comissão de saúde: «Vários membros da comissão concordaram que fumar sem qualquer limitação, seja na esplanada, com pessoas próximas, ou em áreas de grande afluxo de cidadãos, constitui um risco elevado de contaminação», disse.

Agora muitas regiões estão a ponderar seguir o seu exemplo, como é o caso de Leão e Castela, que levantou a questão no grupo de assessoria técnica do governo regional, ainda que não tenha sido tomada, para já, nenhuma decisão oficial, segundo um porta-voz citado pelo ‘El Pais’.

A Andaluzia é outra das comunidades que está a ponderar a questão, pretendendo analisá-la esta quinta-feira, durante uma reunião com especialistas. Também Castela-Mancha garante que já se encontra a avaliar a situação.

A medida está em linha com o documento elaborado em Julho pela Comissão de Saúde Pública de Espanha, que alertava para o facto de que fumar aumenta o risco de contágio por coronavírus: ao libertar o fumo, a pessoa espalha gotículas aos que a rodeiam.

Alberto Fernández Villar, chefe do Serviço de Pneumologia do hospital de Vigo e membro da comissão clínica de Feijóo, sublinha que não se trata da proibição de fumar na rua, mas sim que o fumador «seja rigoroso ao fazê-lo, mantendo a distância mínima de segurança quando fumam em público».

O especialista apresenta várias razões para colocar a restrição em prática. A primeira é a saúde pública: «Sabe-se que fumadores com Covid-19 têm uma carga viral mais elevada e são transmissores potencialmente mais fortes». Quando libertam o fumo, expelem um grande número de gotículas que podem conter cargas virais.

A decisão da Galiza também se prende com a protecção individual. «Há evidências muito claras de que a agressividade da doença em fumadores é muito maior. Pode multiplicar por cinco a oito vezes o risco de pneumonia grave», segundo Villar. Para além disso, o fumador leva a mão à boca muito mais vezes do que o não fumador.

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