A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, dedicou formalmente a Donald Trump o Prémio Nobel da Paz que lhe foi recentemente atribuído, num gesto de forte carga simbólica que incluiu a entrega de uma medalha e de uma placa comemorativa ao presidente dos Estados Unidos. O encontro decorreu esta quinta-feira na Casa Branca, num ambiente deliberadamente discreto e fora dos protocolos de uma visita oficial de Estado.
Machado apresentou-se na reunião transportando uma das medalhas que lhe foram entregues aquando da atribuição do Nobel da Paz, acompanhada por uma placa emoldurada onde é reconhecida a defesa da liberdade e dos valores democráticos por parte de Donald Trump no contexto venezuelano. O gesto assume particular relevância política, tendo em conta que Trump manifestou, no passado, interesse em ser distinguido com aquele galardão, que acabou por ser atribuído este ano à líder oposicionista pelo seu papel na resistência cívica ao autoritarismo na Venezuela.
O presidente norte-americano recebeu María Corina Machado no seu refeitório privado, um espaço que utiliza habitualmente para o trabalho diário. A escolha do local não foi casual e sublinha o carácter pessoal e político da reunião, uma vez que a dirigente venezuelana não se encontra em Washington em visita oficial nem lidera qualquer delegação diplomática.
Ao optar por um encontro fora dos salões protocolares da Casa Branca, a administração norte-americana procurou reforçar a natureza estratégica da conversa, afastando-a de uma encenação pública e aproximando-a de um diálogo directo sobre a situação política venezuelana.
María Corina Machado entrou na Ala Oeste da Casa Branca às 12h05 locais, correspondentes às 18h05 em Portugal continental, tendo sido recebida por Donald Trump para uma reunião concebida como um encontro de trabalho reservado. A conversa decorreu num clima franco e discreto, longe dos holofotes mediáticos.
Segundo a informação disponível, o diálogo centrou-se no futuro imediato da Venezuela, na trajectória da oposição democrática face ao chavismo e na sucessão de processos eleitorais fraudulentos que marcaram os anos de poder de Nicolás Maduro. O encontro permitiu igualmente uma troca de impressões sobre estratégias políticas e apoio internacional à causa democrática venezuelana.














