O jogo online ilegal em Portugal continua a lesar consumidores: só em 2025, foram registadas mais de duas mil reclamações no ‘Portal da Queixa’ que revelam práticas abusivas e falta de transparência. As queixas estão relacionadas com dificuldades nos levantamentos, bloqueio de contas com montantes avultados, falhas de segurança e suspeitas de fraude.
Apesar dos alertas do regulador, o jogo ilegal em Portugal continua a representar um risco crescente para os consumidores, com impacto direto na segurança financeira, na proteção de dados pessoais e na confiança dos jogadores.
Em 2025, o ‘Portal da Queixa’ registou 2.090 reclamações na subcategoria de Casinos e Casas de Apostas Online Ilegais, revelando um fenómeno persistente e amplamente disseminado, muitas vezes promovido através de influencers portugueses em plataformas digitais.
Estes dados reforçam os alertas emitidos pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), que tem vindo a sublinhar o problema do jogo ilegal em Portugal e os perigos associados à utilização de plataformas não licenciadas, fora do enquadramento legal nacional.
Reclamações concentram-se em bloqueios de contas e dificuldades nos levantamentos
Apesar dos alertas do regulador, o jogo ilegal em Portugal continua a representar um risco crescente para os consumidores, com impacto direto na segurança financeira, na proteção de dados pessoais e na confiança dos jogadores, como tem vindo a sublinhar o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) relativamente ao problema do jogo ilegal.
A análise do ‘Portal da Queixa’ evidencia que 72,08% das reclamações estão relacionadas com dificuldades na realização de levantamentos, incluindo atrasos prolongados, bloqueio de contas com montantes elevados e reembolsos nunca concretizados. Seguem-se as queixas por falta de segurança e fraude (18,76%), envolvendo suspeitas de burla, utilização indevida de dados pessoais e práticas consideradas enganosas.
Entre os testemunhos reportados junto do ‘Portal da Queixa’, destacam-se situações como: contas bloqueadas com milhares de euros por levantar; estratégias de adiamento sistemático de pagamentos até à perda do saldo pelo jogador; congelamento imediato de contas após depósitos elevados, sem explicação ou suporte eficaz.
Casos denunciam práticas abusivas e falta de transparência
Ao longo de 2025, o número de reclamações manteve-se elevado durante todo o ano, com destaque para o mês de outubro, que concentrou 12% do total anual.
No ranking das casas de apostas ilegais e casinos ilegais mais reclamados, sobressaem plataformas sem licença em Portugal, com forte incidência de queixas associadas a práticas abusivas e falta de transparência.
Os dados demográficos mostram que o impacto do jogo ilegal em Portugal é mais expressivo no género masculino, que representa 78,61% das reclamações. A faixa etária dos 35 aos 44 anos, é responsável por 46,94% das queixas e é nas zonas de Lisboa (16,56%) e Porto (14,31%), onde se concentra o maior volume de reclamações.
Sensibilização para o jogo legal e responsável
Perante este cenário, o ‘Portal da Queixa’ reforça o seu compromisso na promoção do jogo responsável, consciente e legal, disponibilizando ferramentas de informação e comparação que ajudam os consumidores a identificar casinos online legais em Portugal, devidamente licenciados pelo SRIJ. Esta é a única forma de garantir mecanismos de proteção ao jogador, segurança nas transações e enquadramento legal adequado. Problema exige maior literacia digital e responsabilidade coletiva
Para Pedro Lourenço, Fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, “o crescimento das reclamações associadas a casinos ilegais e casas de apostas ilegais evidencia a necessidade de reforçar a literacia digital, a fiscalização e a responsabilização na promoção de conteúdos sobre jogo online, sobretudo nas redes sociais. O Portal da Queixa continuará a monitorizar este fenómeno e a disponibilizar informação relevante, contribuindo para a proteção dos consumidores e para uma escolha informada, segura e dentro da legalidade”.














