Comprar casa ficou mais barato em 15 municípios portugueses em 2025. Veja quais são

Os preços da habitação registaram novas correções ao longo de 2025, com 15 municípios portugueses a apresentarem descidas anuais significativas, em alguns casos superiores a 15%.

Pedro Gonçalves
Dezembro 29, 2025
11:57

Os preços da habitação registaram novas correções ao longo de 2025, com 15 municípios portugueses a apresentarem descidas anuais significativas, em alguns casos superiores a 15%. A tendência confirma um ajustamento do mercado imobiliário em várias regiões do país, sobretudo no interior, abrindo espaço a oportunidades de compra fora dos grandes centros urbanos.

De acordo com uma análise do idealista, marketplace imobiliário, a maior descida foi observada na Golegã, no distrito de Santarém, onde o preço médio das casas caiu 15,3%, fixando-se nos 1.083 euros por metro quadrado. Segue-se Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, que passou a apresentar um valor médio de 477 euros/m2, após uma quebra de 12,3%, mantendo-se como um dos mercados residenciais mais acessíveis do país. O terceiro maior recuo verificou-se em Pombal, no distrito de Leiria, com uma descida de 8%, para 1.162 euros/m2.

No Algarve, Alcoutim, no distrito de Faro, também registou uma correção relevante, com os preços a baixarem 6,7%, para 1.081 euros/m2. Já no Alentejo, os municípios de Borba e Portel, ambos no distrito de Évora, apresentaram descidas idênticas de 5,3%, passando a custar, em média, 875 euros/m2 e 758 euros/m2, respetivamente.

No interior centro, Gouveia, no distrito da Guarda, viu os preços recuarem 4,7%, fixando-se nos 594 euros/m2, enquanto na Chamusca, em Santarém, a descida foi de 4%, com o valor médio a situar-se nos 756 euros/m2. O distrito de Portalegre surge igualmente representado, com Avis a registar uma quebra de 3,2%, para 683 euros/m2.

Ainda na região Centro, Penacova apresentou uma redução anual de 3,1%, com o preço médio a descer para 500 euros/m2, e Tábua, também em Coimbra, caiu 2,1%, atingindo os 665 euros/m2. No distrito de Leiria, Figueiró dos Vinhos registou uma quebra de 2%, passando para 715 euros/m2.

No Norte do país, Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, registou uma descida de 1,8%, com o metro quadrado a fixar-se nos 544 euros. A capital de distrito Vila Real também entrou na lista, com uma redução de 1,6%, para 1.343 euros/m2, enquanto Vizela, no distrito de Braga, encerrou o ranking das maiores quedas, com uma descida de 1,4% e um preço mediano de 1.425 euros/m2.

Os municípios mais baratos de cada distrito e ilha
Para além das descidas anuais, a análise identificou os municípios mais baratos para comprar casa em cada distrito e região autónoma. No distrito de Coimbra, Pampilhosa da Serra destacou-se novamente como o concelho mais acessível de todo o país, com um custo mediano de 477 euros/m2. Em Portalegre, o município mais barato foi Nisa, com 498 euros/m2, enquanto na Guarda essa posição coube ao Sabugal, com 505 euros/m2. Já no distrito de Castelo Branco, Penamacor liderou, com 510 euros/m2.

Nas regiões autónomas, Santana, na Madeira, manteve-se como o município mais económico para comprar casa, com 1.792 euros/m2, enquanto nos Açores o destaque foi para Lajes do Pico, na ilha do Pico, onde o valor mediano se situou nos 1.084 euros/m2.

No distrito de Lisboa, o concelho mais barato para adquirir habitação foi o Cadaval, com um preço médio de 1.550 euros/m2. Já no distrito do Porto, Baião revelou-se o mercado mais acessível, com 957 euros/m2, segundo os dados mais recentes do idealista referentes a novembro de 2025.

Por fim, municípios como Sátão (Viseu), Melgaço (Viana do Castelo) e Alcoutim (Faro) voltaram a surgir entre os mais baratos das respetivas regiões, reforçando a ideia de que vários mercados do interior continuam a oferecer preços de habitação inferiores à mediana nacional, apesar das oscilações registadas ao longo do último ano.

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