O Ozempic, medicamento injetável cujo princípio ativo é o semaglutido, obteve agora autorização de comparticipação para um número mais alargado de pessoas com diabetes tipo 2 e obesidade.
A DECO PROteste ajuda a esclareçar algumas dúvidas frequentes sobre quem tem direito ao novo regime de comparticipação e saiba o que mudou (ou não).
Comparticipação do Ozempic: quem passa a ter direito?
A comparticipação do Ozempic pelo SNS vai abranger mais adultos com diabetes mellitus tipo 2, já que passa a incluir os que apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m2 (obesidade classe 1) ou um risco elevado de doença cardiovascular, independentemente do valor de IMC.
Antes do mais recente relatório de avaliação de financiamento público do Infarmed, a comparticipação do Ozempic restringia-se a diabéticos tipo 2 com IMC igual ou superior a 35 (obesidade classe 2).
Abrange qualquer pessoa com um IMC de 30 ou mais?
Não. A comparticipação mantém-se exclusivamente para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 2 insuficientemente controlada. Contudo, em vez de abranger pessoas com um IMC igual ou superior a 35, inclui agora situações de obesidade da classe 1, com um IMC igual ou superior a 30 ou com um risco elevado de doença cardiovascular (por exemplo, insuficiência cardíaca), independentemente do IMC.
Quando é que o Ozempic é indicado?
Mais pessoas com diabetes tipo 2 passam a poder usufruir da comparticipação na compra de Ozempic. Mas as indicações mantêm-se.
– A comparticipação do Ozempic continua limitada a pessoas com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlada.
– Mantém-se a indicação de que apenas deve ser administrado como adjuvante à dieta e ao exercício físico, quando os tratamentos de primeira linha não surtem efeito, são contra-indicados ou mal tolerados.
– A comparticipação mantém-se nos 90%.
– A primeira linha de tratamento para o controlo da diabetes tipo 2 continua a ser a metformina.
– Mantém-se o regime excecional de comparticipação, sendo apenas aplicável quando a portaria é mencionada na receita e prescrita por médicos especialistas em endocrinologia e nutrição, medicina interna, pediatria e medicina geral e familiar.




