Comissão abre investigação aprofundada a empresa chinesa de eólicas Goldwind

A Comissão Europeia abriu uma investigação aprofundada às atividades da Goldwing, uma empresa chinesa de turbinas eólicas que opera na União Europeia (UE), por suspeitas de ajudas ilegais.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 3, 2026
11:14

A Comissão Europeia abriu uma investigação aprofundada às atividades da Goldwing, uma empresa chinesa de turbinas eólicas que opera na União Europeia (UE), por suspeitas de ajudas ilegais.

De acordo com um comunicado, o executivo comunitário “deu início a uma investigação aprofundada para avaliar, ao abrigo do Regulamento relativo a subvenções estrangeiras, as atividades da Goldwind Science & Technology Co., Ltd. (Goldwind) na produção e venda de turbinas eólicas e na prestação de serviços conexos na UE”.

Bruxelas disse ainda ter “preocupações preliminares de que a Goldwind possa ter beneficiado de subvenções estrangeiras que poderão distorcer o mercado interno da UE”, incluindo ajudas a fundo perdido, medidas fiscais preferenciais e financiamento preferencial sob a forma de empréstimos.

A Comissão tem preocupações preliminares de que estas subvenções estrangeiras possam melhorar a posição competitiva da Goldwind no mercado interno e prejudicar a concorrência no fornecimento de turbinas eólicas e serviços relacionados na UE.

A Goldwind, sediada na China, opera principalmente no setor do fabrico, investigação e desenvolvimento, venda e manutenção de turbinas eólicas, operando no mercado interno da UE, “inclusive através da Vensys [empresa alemã que adquiriu em 2008] e de outras subsidiárias”, esclarece o executivo comunitário.

A Comissão Europeia iniciou esta investigação por sua própria iniciativa em abril de 2024, através do envio de pedidos de informação a várias empresas ativas no setor eólico da UE, incluindo a visada.

Com base nesta investigação preliminar de 2024, a Comissão encontrou indícios de que a Goldwind poderá ter recebido subvenções estrangeiras que distorcem o mercado interno.

Nesta investigação aprofundada, a Comissão irá avaliar se as conclusões preliminares se confirmam.

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