CNE recomenda ao Governo que as provas finais do 9º ano deixem de contar para a nota dos alunos

Conselho Nacional de Educação recomendou ainda ao Governo para não utilizar os dados aferidos pelas provas para estabelecer qualquer ranking de escolas

Revista de Imprensa
Fevereiro 11, 2025
9:58

As provas finais do 9º anos podem vir a deixar de contar para a nota, recomendou o Conselho Nacional de Educação (CNE): de acordo com o jornal ‘Público’, citando um parecer do organismo sobre as novas provas de monitorização da aprendizagem (ModA), é proposto que se avalie “a possibilidade de aplicar as provas ModA no 9º ano de escolaridade”.

Assim, a avaliação dos alunos seria alterada, uma vez que as provas ModA não têm impacto na avaliação final, sendo que as provas finais do 9º ano atualmente têm: o CNE recomendou ainda ao Governo para não utilizar os dados aferidos pelas provas para estabelecer qualquer ranking de escolas.

O CNE recomendou ao Governo que avalie “a possibilidade de aplicar as provas ModA no 9º ano de escolaridade, como forma de tornar o sistema de avaliação externa que agora se propõe mais abrangente e consistente no seu todo, o que implicará a necessidade de produzir alterações no articulado legislativo”.

A proposta é justificada pelo facto de “quando a escolaridade obrigatória abrangia nove anos e as taxas de retenção e de abandono escolar eram elevadas, estas provas finais visavam valorizar os saberes a serem certificados”. “Dado que atualmente não há necessidade de certificação no final da educação básica, porque os alunos são obrigados a prosseguir os seus estudos, questiona-se a sua pertinência”, apontou o CNE.

Recorde-se que o Ministério da Educação avanço com a extinção, neste ano letivo, das provas de aferição, realizadas nos 2º, 5º e 8º anos, sendo o modelo substituído pelas provas ModA nos 4º e 6º anos às disciplinas de Português e Matemática, com outra disciplina rotativa a cada três anos.

As provas-ensaio do novo modelo de avaliação externa arrancaram esta segunda-feira com os alunos dos 4.º, 6.º e 9.º anos a demonstrar os seus conhecimentos de Português – e com greve de professores: a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) entregou um pré-aviso de greve que abrange todos os docentes convocados para tarefas relacionadas com as provas-ensaio, que podem ir desde o trabalho de secretariado de exames, à vigilância ou classificação das provas.

A atual equipa do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) desenhou um novo modelo de avaliação externa, substituindo as provas de aferição dos 2º, 5º e 8º anos, por provas nos 4º e 6º anos, realizando este ano, pela primeira vez, as provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA).

Antes das provas, que vão realizar-se entre meados de maio e o início de junho, o MECI decidiu levar a cabo testes para que os alunos possam ter contacto com a plataforma eletrónica de realização de provas, mas também para avaliar a capacidade tecnológica das escolas e identificar problemas que precisem de ser corrigidos atempadamente.

Na próxima semana, os alunos dos 4º e 6º anos realizam testes às provas ModA de Português e os do 9º às provas finais do ensino básico. Na semana seguinte, os alunos do 4º ano serão chamados para demonstrar os seus conhecimentos de Inglês e os do 6º de História e Geografia. Já na última semana de fevereiro, será a vez das provas-ensaio de Matemática.

As provas têm a duração de 45 minutos e os alunos poderão realizá-las no mesmo dia e à mesma hora em que tinham a disciplina no seu horário, “pois pretende-se que estas provas não causem perturbação no funcionamento normal da escola”.

As provas ModA são de realização obrigatória e de aplicação universal, tendo os alunos que realizar sempre três provas: Português e Matemática (com componente de Estudo do Meio no 4º ano e componente de Ciências Naturais no 6º ano), e uma outra disciplina que é rotativa, a cada três anos.

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