Chuvas mataram 211 e afetaram mais de 850 mil desde outubro em Moçambique

Pelo menos 211 pessoas morreram, 299 ficaram feridas e mais de 850 mil foram afetadas pela época das chuvas desde outubro em Moçambique, indica um relatório do instituto de gestão de desastres.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 15, 2026
10:48

Pelo menos 211 pessoas morreram, 299 ficaram feridas e mais de 850 mil foram afetadas pela época das chuvas desde outubro em Moçambique, indica um relatório do instituto de gestão de desastres.


Segundo o documento do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), consultado hoje pela Lusa, foram afetadas um total de 853.941 pessoas, o correspondente a 197.131 famílias, havendo também 11 desaparecidos.


O relatório indica ainda que 12.490 casas ficaram parcialmente destruídas, 5.401 totalmente destruídas e outras 183.812 inundadas.


Um total de 241 unidades de saúde, 72 casas de culto, 135 blocos administrativos, 551 escolas, 1.621 salas de aulas, 321.897 alunos e 13.877 professores foram afetados.


O relatório do INGD aponta ainda para 554,603 hectares de áreas agrícolas afetadas, 287,810 perdidas, atingindo 365.137 agricultores. Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afetados 6.542 quilómetros de estrada, 249 embarcações, 35 pontes e 123 aquedutos.


Desde outubro, o instituto moçambicano de gestão de desastres ativou 134 centros de acomodação, que albergaram 112.911 pessoas, dos quais 53 ainda estão ativos e com pelo menos 43.045 pessoas.


Moçambique ainda recupera das cheias de janeiro, que provocaram pelo menos 27 mortos e afetaram quase 725 mil pessoas.


O país africano foi também atingido pelo ciclone tropical intenso Gezani na noite de sexta-feira, que causou quatro mortos, um ferido grave e cerca de 500 pessoas afetadas na província de Inhambane, no sul de Moçambique, segundo dados preliminares avançados hoje pelo INGD.


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) moçambicano avançou, no sábado, que o ciclone já não constitui perigo para o país e as autoridades admitem que os deslocados podem começar a regressar a casa.

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