O Chega contratou para assessor parlamentar Francisco Araújo, um dos mais destacados elementos de juventude do partido de André Ventura, ligado ao núcleo do Porto, e estudante de Relações Internacionais, e que, de acordo com a revista ‘Sábado’, tem afinidades com as política nazis.
O jovem é um dos elementos mais ativos do movimento ultranacionalista Reconquista, que faz a apologia dos valores tradicionais, nacionalistas e populistas. “Os impérios não morrem de homicídios, morrem de suicídios e nós fomos entrosados por uma elite internacional capitalista e burguesa. Para que fique aqui registado: Deus perdoa; o homem português, europeu, que estamos a construir não vai perdoar”, disse Francisco Araújo, num congresso do movimento.
De acordo com a revista semanal, o novo assessor do Chega tem participado com frequência nos eventos do movimento – como se pode ver nas redes sociais – e dedica muito tempo à promoção dos ideais do movimento em vídeos que alcançam em poucos dias milhares de visualizações. Nestes, faz a defesa do salazarismo, adota visões de supremacia branca e dá voz a teorias antissemitas.
O nome de Francisco Araújo surge citado no último relatório da organização não governamental americana Projeto Global contra o Ódio e o Extremismo (2023) pelas suas publicações em redes sociais, além do trabalho na juventude do Chega: é destacado como um dos “membros mais radicais” entre os militantes do partido que “tem trabalhado para envenenar o discurso nacional com uma retórica racista, anti-LGBTQ+, anti-imigração e anticigana”, apontou o relatório.
O militante do Chega frisou, sobre o 25 de Abril, que “fomos traídos por militares com interesses financeiros” e que “escolhemos suicídio demográfico e subjugação económica”. No aniversário de Salazar, publicou: “Gostem ou não, nasceu há 134 anos aquele que é considerado ‘o maior português de sempre’.” O 10 de Junho? “Dia da Raça portuguesa. Fomos grandes, voltaremos a ser.”














