A Inteligência Artificial (IA) tem dado bastante que falar. E parece que o debate não vai ficar por aqui: o ‘conflito’ entre a Microsoft, e a sua aliança com a OpenAI, criadora da ChatGPT, e o Google, que não parece muito convencido do lançamento definitivo dos seus produtos com IA, promete ‘escalar’.
A visão de Gates segue em linha com a tendência em vários países de reduzir a semana de trabalho a quatro dias. Pode a IA ajudar a reduzir as horas de trabalho sem com isso implicar custos mais altos?
Bill Gates, entrevistado pelo jornal alemão ‘Handelsblatt Disrupt’, indicou não acreditar que a IA vá prejudicar qualquer emprego. “Não haverá menos professores ou menos médicos”, indicou o filantropo multimilionário, que revelou que, a longo prazo, as horas de trabalho até vão diminuir. “Enquanto as máquinas cuidam das tarefas rotineiras, os funcionários podem concentrar-se nas atividades importantes do seu trabalho”, apontou.
“Estou bastante impressionado com a taxa de melhoria dessas IA. Acho que terão um grande impacto”, precisou Gates, que deu o exemplo do potencial de tutores de IA que ajudam crianças a aprender matemática ou ajuda médica para pessoas em África que não têm acesso a um médico. “Ainda trabalho um pouco com a Microsoft, então acompanho isso muito de perto”, explicou.
A Microsoft é uma das maiores investidoras na OpenAI, criadora do DALL-E ou ChatGPT, na qual investiu até agora mil milhões de dólares. E não dá mostras de travar o investimento para, em troca, ter acesso prioritário à sua tecnologia, como introduzir o ChatGPT no seu motor de pesquisa Bing.
“Está claro que a IA é uma tecnologia que vale a pena observar de perto. Tem o potencial de transformar sectores e mudar a maneira como vivemos e trabalhamos, inclusive na realidade virtual. As empresas que adotarem a IA terão uma vantagem significativa sobre as demais e é uma oportunidade para as pessoas melhorarem as suas capacidades, acesso a informações e oportunidades”, frisou Gates.














