O CEO da companhia aérea Swiss International, da Lufthansa, vai abandonar o cargo no final de 2020, segundo um comunicado da Swiss divulgado esta terça-feira, e citado pela agência ‘Reuters’. A mesma nota revela que ainda está por definir o substituto.
«Thomas Klühr, CEO da Swiss International Air Lines (SWISS) desde 2016, pediu ao Conselho de Administração que o libertasse das suas funções no final de 2020», disse a empresa em um comunicado, acrescentando que Klühr também iria renuniar funções como presidente da Edelweiss Air, outra operadora da Lufthansa.
O comunicado adianta ainda que «o Conselho de Administração vai decidir sobre o seu sucessor como CEO da SWISS no quarto trimestre» deste ano, não havendo para já qualquer decisão sobre quem poderá substituir Klühr na gestão da empresa.
De recordar que a Lufthansa anunciou na semana passada que vai eliminar mais empregos e reduzir em 150 aviões a dimensão da sua frota porque a recuperação «tem sido mais lenta do que esperado», após a paralisação causada pela pandemia de covid-19.
A Lufthansa indicou que quer reduzir a sua frota, que tem um total de 763 aviões, em 150 aparelhos até 2025, quando até agora previa prescindir de 100 aviões.
A companhia, que perde atualmente cerca de 500 milhões de euros por mês, considerou que a redução da sua frota vai levar a “um aumento” dos postos de trabalho “excedentários”, depois de já ter anunciado que pretendia eliminar 22 mil empregos.
A Lufthansa não revelou o número exato de empregos suplementares que podem vir a ser eliminados, tendo referido apenas que quer alcançar acordos para limitar o número de despedimentos, em particular através de trabalho a tempo parcial com cortes salariais.
«Os números de reservas e de passageiros têm baixado de novo com o fim do período de viagens» de verão, indicou a Lufthansa em comunicado.
No quarto trimestre, o grupo Lufthansa, que detém a Swiss, Austrian Airlines e a Brussels Airlines, espera agora que a oferta represente entre 20% e 30% do nível que tinha na mesma altura do ano passado, quando inicialmente apontava para 50%.




