Mário Centeno terá gasto 15 mil euros, num contrato por ajuste direto do Banco de Portugal, para a gravação de um hino que glorifica o seu mandato como governador, acusou esta sexta-feira Miguel Morgado, antigo assessor de Passos Coelho quando este era primeiro-ministro, citado pelo ‘Correio da Manhã’.
“Nos últimos dias, Mário Centeno dirigiu uma mensagem aos quadros do banco (…) onde diz que é o autor do poema e que pediu ao famoso letrista Carlos Tê – a troco de 15 mil euros por ajuste direto do BdP – que musicalizasse o poema que escreveu”, indicou Miguel Morgado.
Não é a primeira vez que o governador do Banco de Portugal se vê envolvido em casos polémicos: no passado dia 10, o Parlamento aprovou dois requerimentos do CDS-PP para ouvir o ainda governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, e para a disponibilização de documentos, ambos relacionados com a nova sede do banco central.
O jornal ‘online’ Observador noticiou a 21 de julho último, que o valor das futuras instalações será superior a 192 milhões de euros, pois o valor refere-se apenas às obras estruturais, estimando o jornal que o custo total possa subir para 235 milhões de euros.
O jornal noticiou ainda haver alertas de consultores do Banco de Portugal, designadamente sobre os licenciamentos e a eventual necessidade de avaliação de impacte ambiental na construção do parque de estacionamento.
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A informação levou a instituição a reagir em resposta a questões da Lusa, dizendo que cumpre todas as normas no processo de compra do edifício.
Em maio, o Banco de Portugal anunciou que assinou contrato com a Fidelidade para adquirir um edifício nos terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos (Lisboa), para futuras instalações da instituição, pelo valor de 191,99 milhões de euros, e que a concretização final da transação deverá acontecer no final de 2027.


















