Casos de dengue poderão aumentar com viagens para o Brasil no Carnaval: urgências em Portugal devem preparar-se, alerta especialista

Infeciologista Jaime Nina salientou que as urgências devem estar preparadas para a afluência de pessoas oriundas de países tropicais, em particular do Brasil

Francisco Laranjeira
Fevereiro 8, 2024
18:37

Os casos importados de dengue em Portugal vão “seguramente” aumentar por causa do Carnaval, frisou esta quinta-feira o infeciologista Jaime Nina, em declarações ao ‘Jornal de Notícias’, alertando que as urgências portuguesas devem estar preparadas para a afluência de pessoas oriundas de países tropicais, em particular do Brasil.

Recorde-se que o Rio de Janeiro está em estado de emergência devido ao elevado número de infeções – foram mais de 10 mil em janeiro. Em 2024, foram detetados, até ao passado dia 5, seis casos importados de dengue em Portugal.

Para o infeciologista, o Carnaval no Brasil pode contribuir para o aumento do número de casos. “Festeja-se na rua, de noite, com calor, e as pessoas andam com pouca roupa”, precisou. “Tornam-se um alvo muito fácil para os mosquitos” responsável pela transmissão do vírus – não há transmissão através do contacto com alguém infetado.

Portugal registou, desde 2015, 136 casos, todos importados, nomeadamente da África subsariana e a América Latina: este ano, dos seis casos confirmados, cinco tinham vindo do Brasil, o que fez o especialista antever “um afluxo às urgências” em Portugal muito por causa das viagens para o Brasil.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) deixou recomendações gerais ao viajante: marcação de consulta “pelo menos quatro semanas antes da partida”; aplicação de repelentes (aplicar primeiro o protetor solar e depois o repelente); proteção das crianças com redes mosquiteiras em carrinhos de bebé, berços e alcofas; utilização de redes mosquiteiras sobre a cama e em janelas, portais e beirais; estadia em alojamentos com ar condicionado; e uso de roupas largas para cobrir a maior área possível de corpo.

Por último, a DGS recomendou que os viajantes que, “até ao máximo de 15 dias após o regresso”, apresentem sintomas como febre, calafrios, dor de cabeça, dor em redor dos olhos, dores musculares ou cansaço, devem contactar o SNS24 ou consultar um médico.

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