Casa roubada… trancas à porta: Museu do Louvre vai instalar 100 câmaras exteriores após roubo ter exposto falhas de segurança

O roubo ocorrido em plena luz do dia, a 19 de outubro último, em que quatro ladrões levaram joias avaliadas em 102 milhões de dólares, levantou dúvidas sobre a credibilidade do museu mais visitado do mundo como guardião do seu vasto espólio

Francisco Laranjeira
Novembro 19, 2025
13:47

O Museu do Louvre, em França, vai instalar 100 câmaras exteriores até ao final de 2026, como parte das medidas para reforçar a segurança após o espetacular roubo do mês passado, informou esta quarta-feira o diretor do museu.

Laurence Des Cars declarou também, numa audiência na Assembleia Nacional, que os laços com a polícia de Paris seriam estreitados com a instalação de uma “esquadra de polícia avançada dentro da propriedade do Louvre”.

O roubo ocorrido em plena luz do dia, a 19 de outubro último, em que quatro ladrões levaram joias avaliadas em 102 milhões de dólares, levantou dúvidas sobre a credibilidade do museu mais visitado do mundo como guardião do seu vasto espólio.

Embora os investigadores tenham acusado quatro suspeitos de envolvimento no assalto, os tesouros ainda não foram recuperados.

As autoridades admitiram que a cobertura das câmaras de segurança nas paredes exteriores do museu era inadequada e que a varanda envolvida no arrombamento não tinha cobertura.

Após o roubo, as autoridades francesas disseram que o Louvre iria implementar medidas de segurança adicionais, incluindo dispositivos anti-intrusão e barreiras anti-colisão nas vias públicas próximas, até ao final do ano.

Um relatório publicado no mês passado pelo organismo de auditoria pública de França, conhecido como ‘Cour des Comptes’, afirmou que a incapacidade do museu em modernizar as suas infraestruturas foi agravada pelos gastos excessivos em obras de arte. Des Cars, no entanto, disse aos deputados franceses: “Assumo total responsabilidade por estas aquisições, que são o orgulho do nosso país e das nossas coleções. O trabalho no Louvre não deve ser visto como um concorrente ao enriquecimento das coleções nacionais.”

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