A Casa Branca saiu em defesa de um vídeo partilhado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas redes sociais, que termina com uma caricatura considerada racista do ex-presidente Barack Obama e da ex-primeira-dama Michelle Obama. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, desvalorizou as críticas, classificando-as como “falsa indignação”.
De acordo com a revista ‘Forbes’, o vídeo foi partilhado na noite desta quinta-feira na conta de Trump na rede Truth Social, juntamente com várias outras publicações de apoiantes do presidente. Os conteúdos promoviam teorias da conspiração sobre as eleições presidenciais de 2020 e atacavam os democratas pela oposição à legislação de identificação dos eleitores defendida pelo Partido Republicano.
Conteúdo conspirativo e imagens polémicas
Uma das publicações divulgadas por Trump corresponde a um excerto de um documentário conspirativo que sustenta alegações falsas sobre máquinas de votação que teriam alterado votos em estados decisivos, como o Michigan, nas eleições de 2020. No meio do vídeo surge um segmento aparentemente sem relação direta com o tema, mostrando os rostos de Barack Obama e Michelle Obama sobrepostos aos corpos de macacos a dançar, com música de fundo.
Em declarações citadas pela ‘Forbes’, Karoline Leavitt afirmou que o vídeo corresponde a “um meme da internet que retrata o presidente Trump como o Rei da Selva e os democratas como personagens de ‘O Rei Leão’”, apelando aos críticos para que “parem com a falsa indignação” e se concentrem em assuntos “que realmente importem para o público americano”.
Repartilha e dúvidas sobre a autoria
Segundo a Casa Branca, o vídeo original apresenta Trump como um leão e inclui outras figuras democratas, como a ex-vice-presidente Kamala Harris, o líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, e a atriz Whoopi Goldberg, representados como animais selvagens. O vídeo é interrompido durante alguns segundos antes de retomar o conteúdo conspirativo no final.
Trump voltou a partilhar o vídeo mais tarde, desta vez acompanhado por uma captura de ecrã de uma publicação no Twitter que reiterava alegações infundadas sobre alegados sistemas de fraude eleitoral envolvendo a Dominion e a Smartmatic. Não é claro se a publicação foi feita diretamente pelo presidente, por um conselheiro ou através de uma ferramenta automatizada.
Reações críticas
A publicação gerou fortes críticas nas redes sociais. A conta oficial do gabinete de imprensa do governador da Califórnia, Gavin Newsom, republicou uma imagem do vídeo e classificou o episódio como “comportamento repugnante do presidente”, apelando aos republicanos para o condenarem publicamente.
Ben Rhodes, antigo vice-conselheiro de Segurança Nacional de Barack Obama, também partilhou uma captura de ecrã do vídeo, afirmando que Trump e os seus apoiantes racistas seriam recordados negativamente pela História, enquanto os Obama seriam vistos como figuras amplamente respeitadas.








