As marcas automóveis chinesas estão a conquistar rapidamente os mercados emergentes da Ásia, África e América do Sul, deixando atrás muitos construtores tradicionais, apontou esta quinta-feira o site especializado ‘Motor1.com’. A batalha decisiva, afirma o artigo, não se trava na Europa ou nos EUA, mas nos países em desenvolvimento, onde os preços baixos e a crescente adoção de veículos elétricos dão vantagem aos fabricantes chineses.
Um dos fatores-chave deste avanço prende-se com o preço: em muitos mercados emergentes, os consumidores priorizam o custo mais do que em economias avançadas. Assim, os veículos chineses oferecem valores claramente inferiores aos de rivais europeus, japoneses, coreanos ou americanos — especialmente no segmento elétrico.
Tradicionais em retração, chineses a subir
Os dados revelam que os ‘derrotados’ desta mudança de paradigma incluem marcas japonesas como Toyota, Nissan, Honda, coreanas como Hyundai e Kia, e europeias como Volkswagen e Renault.
Por exemplo, numa análise de mercado, as marcas chinesas atingiram quase 17% de quota na Austrália até setembro de 2025 — um aumento de 5,3 pontos em relação ao período homólogo.
Onde predominam e onde crescem mais
Segundo o levantamento, em países como a Tailândia, Israel, Chile ou Equador, as marcas chinesas já detêm uma quota de mercado acima dos 25-30%. Na Tailândia, a quota chega a 32,4%, em Israel a 32%, no Chile a 30,9% e no Equador a 29,9%. O crescimento mais rápido encontra-se no Uruguai (+12,6 pontos percentuais) e em Israel (+11,5 pontos) entre 2024 e 2025.
Implicações para a indústria automóvel global
Esta tendência aponta para uma redistribuição significativa das quotas de mercado a favor das marcas chinesas em regiões onde o crescimento demográfico e económico é forte. Os construtores estabelecidos enfrentam o desafio de reagir à concorrência de um novo tipo de concorrente — mais ágil, com custos mais baixos e frequentemente focado em tecnologia elétrica e serviços digitais.














