A partir de hoje, a Capela Sistina, no Vaticano, será encerrada ao público para que se realize a eleição do próximo Papa, conhecida como conclave. A medida foi anunciada pelo Diretório de Museus e Herança Cultural do Vaticano, que revelou que a famosa capela, um dos maiores marcos do património artístico mundial, estará temporariamente inacessível aos turistas devido ao início do processo de escolha do novo líder da Igreja Católica.
O conclave é a cerimónia secreta em que os cardeais do Vaticano se reúnem para eleger o novo Papa, após a morte ou renúncia do pontífice. A data prevista para o início da votação no conclave será entre os dias 6 e 11 de maio, ainda que não tenha sido confirmada uma data específica. O processo será precedido por uma missa solene na Basílica de São Pedro, que marcará oficialmente o início do conclave.
Durante este período, a Capela Sistina servirá como o local onde os cardeais se reunirã, para votar em segredo, conforme exige a tradição. Este é um momento de grande importância para a Igreja Católica, e a capela, famosa pela sua arte renascentista, será o cenário onde se decidirá o futuro da Igreja.
A história da Capela Sistina e suas obras-primas
Construída entre 1473 e 1481 durante o papado de Sisto IV, a Capela Sistina é mundialmente conhecida tanto pela sua imponente arquitetura quanto pelas obras de arte que adornam as suas paredes e tecto. Com 40 metros de comprimento, 13 metros de largura e 21 metros de altura, a capela é iluminada por janelas altas que proporcionam uma luz natural que acentua as pinturas renascentistas.
Entre as obras mais célebres da capela estão os afrescos do tecto, pintados por Michelangelo entre 1508 e 1512 a pedido do Papa Júlio II. As pinturas retratam cenas do Antigo e do Novo Testamento, com destaque para a icónica “A Criação de Adão”, que representa o momento em que Deus estende o dedo para tocar a mão de Adão. Décadas mais tarde, Michelangelo foi novamente contratado para pintar o “Juízo Final”, uma monumental obra que ocupa a parede atrás do altar da capela e foi concluída em 1541.
Além das obras de Michelangelo, as paredes laterais da capela foram decoradas por outros mestres do Renascimento, incluindo Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio, cujas pinturas contribuem para a grandiosidade do local. Essas obras são um reflexo da riqueza cultural e religiosa do Vaticano e do Renascimento italiano.
A Capela Sistina como palco de eventos históricos
Desde a sua construção, a Capela Sistina tem sido o cenário de momentos cruciais para a Igreja Católica, incluindo a eleição de papas e cerimónias litúrgicas de grande importância. O espaço foi utilizado pela primeira vez para um conclave após a morte do Papa Sisto IV, em 1484, e desde então tornou-se o local tradicional para a escolha dos pontífices.
Este ano, a capela voltará a ser palco de um momento decisivo para a Igreja Católica, com o início do conclave previsto para entre os dias 6 e 11 de maio. A escolha do novo Papa será um evento acompanhado por milhões de católicos em todo o mundo, que aguardam ansiosamente o anúncio do sucessor do Papa Francisco.
Impacto do encerramento ao público
Com o encerramento temporário da Capela Sistina a partir de hoje, os visitantes que se deslocarem ao Museu do Vaticano não poderão aceder à capela durante o período do conclave. Em 2023, o Museu do Vaticano recebeu cerca de 6,8 milhões de turistas, tornando-se o segundo museu mais visitado do mundo, apenas atrás do Louvre, em Paris.
Este encerramento temporário é parte dos preparativos para o conclave, seguindo as normas tradicionais do Vaticano. Durante este período, a capela será transformada num local de oração, reflexão e decisão, onde os cardeais votarão em segredo o novo Papa.
A eleição do novo pontífice será um marco na história da Igreja, e a Capela Sistina, mais uma vez, servirá de símbolo de fé e tradição para milhões de católicos em todo o mundo.













