A campanha de André Ventura à Presidência da República revelou esta terça-feira ter recebido, até ao momento, um total de 675 euros em donativos individuais, num exercício que a direção da candidatura classifica como um gesto de transparência no financiamento da campanha eleitoral.
A informação foi divulgada às redações pela própria estrutura de campanha do candidato e líder do Chega.
De acordo com os números apresentados, o montante angariado resulta de 17 doações individuais, com valores que oscilaram entre os 10 e os 100 euros. As transferências financeiras foram efetuadas ao longo de um período de cerca de duas semanas, entre 31 de Dezembro de 2025 e 11 de Janeiro de 2026.
A candidatura especifica que todos os donativos foram realizados de forma individual, não sendo referidas contribuições coletivas ou de entidades.
No site oficial da candidatura presidencial de André Ventura, é disponibilizada a possibilidade de apoio financeiro à campanha através de um formulário próprio. Para efetuar qualquer donativo, os contribuintes são obrigados a fornecer dados pessoais, em cumprimento das regras legais aplicáveis ao financiamento político.
A mesma plataforma indica ainda que existe um limite legal de 12.500 euros por doador. Sempre que esse valor é ultrapassado, é automaticamente emitido um aviso, impedindo a concretização da transferência acima do tecto permitido por lei.
A direção da campanha explica que a divulgação antecipada da lista de donativos teve como objetivo assegurar a transparência do processo de financiamento, numa fase inicial da corrida presidencial. A informação surge num momento em que André Ventura intensifica contactos com a população, como o realizado em Mirandela, no distrito de Bragança, no passado dia 12 de Janeiro.
A divulgação dos valores ocorre num contexto marcado por polémicas anteriores relacionadas com o financiamento do Chega. Em 2020 e 2021, uma investigação televisiva revelou que várias doações ao partido não tinham sido tornadas públicas.
Segundo essa investigação, estariam em causa cerca de 40 mil euros provenientes de grandes empresários, num período em que o Chega contava apenas com um deputado na Assembleia da República e beneficiava de uma subvenção pública reduzida.














