O custo do cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste aumentou 28,84% desde janeiro de 2022, representando mais de 54 euros de acréscimo para os consumidores portugueses. Esta semana, o cabaz composto por 63 produtos essenciais custa 241,83 euros, o que representa um aumento de 2,69 euros face ao mesmo período do ano passado, ou seja, 1,12% em doze meses.
A associação alerta que estes aumentos refletem diretamente no orçamento das famílias, numa altura em que os produtos alimentares essenciais se tornam cada vez mais pesados para a carteira dos consumidores.
Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, os produtos que mais se destacaram pelo aumento de preços foram os ovos e o café torrado moído. Uma meia dúzia de ovos custa agora 2,12 euros, mais 51 cêntimos do que no ano anterior, traduzindo-se numa subida de 32%. O café, numa embalagem de 250 gramas, passou a custar 4,51 euros, mais 82 cêntimos do que em janeiro de 2025, correspondendo a um aumento de 22%.



Outros produtos registaram subidas significativas, em termos percentuais, nomeadamente o robalo (+21%), o carapau (+19%) e os brócolos (+16%). Analisando apenas o período mais recente, entre o final de 2025 e o dia 7 de janeiro de 2026, os produtos que mais aumentaram foram os flocos de cereais (+24%), a maçã Golden (+13%) e os medalhões de pescada (+7%).
Evolução de preços desde 2022 e impacto da guerra na Ucrânia
Olhando para o período de janeiro de 2022 até agora, percebe-se a dimensão real do aumento do custo de vida em Portugal. Os produtos com maiores subidas percentuais foram a carne de novilho para cozer, cujo preço praticamente duplicou (+97%), os ovos (+85%) e o bife de peru (+66%).
Segundo a DECO PROteste, esta escalada de preços coincide com a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, evento que provocou forte instabilidade económica e energética em toda a Europa, refletindo-se nos custos da produção, transporte e distribuição de alimentos.
O cabaz monitorizado inclui produtos das categorias Carne, Congelados, Frutas e Legumes, Laticínios, Mercearia e Peixe, englobando artigos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga, entre outros.
Estes produtos representam os bens essenciais no consumo das famílias, permitindo avaliar de forma sistemática o impacto da inflação alimentar no dia a dia dos portugueses.
A DECO PROteste sublinha que o aumento do cabaz alimentar traduz-se em maior pressão sobre o orçamento familiar, especialmente nas famílias com rendimentos mais baixos. A associação recomenda que os consumidores acompanhem regularmente a evolução dos preços e procurem alternativas para minimizar o impacto da subida dos alimentos essenciais, seja através da escolha de marcas, promoções ou planeamento das compras.
O estudo revela que, apesar de algumas oscilações mensais, a tendência de subida contínua dos preços de produtos essenciais tem sido consistente ao longo dos últimos quatro anos, refletindo uma inflação persistente no setor alimentar.













