Cabaz alimentar de verão ‘encolhe’ de preço na última semana (mas continua 3 euros mais caro do que há um ano)

O cabaz alimentar de verão registou um aumento de preço significativo face ao ano passado, segundo a análise mais recente da DECO PROteste.

Pedro Gonçalves
Agosto 29, 2025
13:01

O cabaz alimentar de verão registou um aumento de preço significativo face ao ano passado, segundo a análise mais recente da DECO PROteste. Esta semana, o cabaz custa 49,94 euros, menos 1,17 euros em relação à semana anterior, mas 3 euros acima do valor registado há um ano, representando uma subida de 6,39% em relação a agosto de 2024.

A DECO PROteste envia duas análises semanais: a habitual, que acompanha os preços de um cabaz com 63 produtos alimentares essenciais, e uma análise exclusiva de verão, centrada nos produtos mais consumidos nesta época. Esta nova análise inclui 12 produtos representativos do verão: febras de porco, frango inteiro, robalo, dourada, carapau, azeite virgem extra, salsichas Frankfurt, café torrado moído, alface frisada, tomate chucha, cebola e batata vermelha.

A análise detalha variações significativas nos preços do cabaz ao longo dos últimos anos:

  • Entre 20 e 27 de agosto de 2025: o cabaz registou uma redução de 1,17 euros (-2,29%) face à semana anterior.
  • Entre 30 de julho e 27 de agosto de 2025: diminuição ligeira de 0,10 euros (-0,20%).
  • Comparação anual: entre 28 de agosto de 2024 e 27 de agosto de 2025, o cabaz subiu 3,00 euros (6,39%).
  • Comparação bianual: face a 30 de agosto de 2023, o aumento foi de 5,66 euros (12,77%).
  • Comparação trienal: relativamente a 31 de agosto de 2022, o cabaz está 8,09 euros mais caro (19,32%), refletindo uma tendência de subida consistente ao longo dos últimos três anos.

Produtos com maiores aumentos

Entre os 12 produtos mais consumidos no verão, as salsichas Frankfurt destacam-se pelo aumento mais expressivo. Desde a semana passada registaram uma subida significativa e, em relação a três anos atrás, o preço aumentou mais de 42%. Este dado evidencia a pressão sobre produtos processados mesmo durante a época de maior consumo.


Outros produtos, como carnes, peixes e hortícolas, mantêm variações mais moderadas, mas continuam a influenciar o preço global do cabaz de verão.

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