A Investors Portugal, uma associação que resulta da fusão da Federação Nacional de Business Angels e da Associação Portuguesa de Business Angels, cuja missão é captar investimento, para apoiar startups em ‘early stage’ já investiu cerca de 500 milhões de euros neste tipo de empresas, quase cinco vezes mais que os 125 milhões previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para este efeito.
A APIES – Associação Portuguesa de Investidores Early Stage – Investors Portugal, foi lançada na passada quarta-feira, juntando assim duas fileiras com 15 anos de experiência.
Com esta fusão, a nova associação apoia, neste momento, cerca de 425 Business Angels e conta com mais de 300 startups investidas. No que respeita às Entidades Veículo e Fundos de Venture Capital são já 23 e, em termos de Investimentos sob gestão, o valor ronda os 500 milhões de euros.
Para além dos “Business Angels” propriamente ditos e respetivos grupos, a organização conta ainda com Venture Capitalists, Investidores públicos (Banco Português de Fomento, FEI), plataformas de crowdfunding, incubadoras e aceleradoras, entre outras entidades e veículos de investimento.
Para os próximos três anos, a Investors Portugal tem previsto um investimento na ordem dos 150 milhões de euros.
A instituição nasce com a ambição de melhorar a atividade dos investidores nas novas empresas de base tecnológica, vê reforçada a sua capacidade de influência, junto dos associados e parceiros, através do alargamento do seu espectro, por exemplo, aos Fundos de Capital de Risco.
Para João Trigo da Roza, co-presidente da Investors Portugal, “para sair da mediania em que o país se deixou cair desde o início do século e, se queremos ter mais emprego qualificado com melhores salários, temos que criar mais empresas de alto valor acrescentado. A Investors Portugal abraça estes desafios apoiando os seus associados a investir no empreendedorismo qualificado”.
Já Pedro Bandeira, o segundo co-presidente da associação, lançou a seguinte questão: “queremos Portugal inovador, competitivo e exportador?!”, respondendo que “isso só é possível com Business Angels e Capital de Risco bem organizados!”. Pedro Bandeira sublinha ainda que “a Investors Portugal é dos investidores que acreditam que Portugal tem empreendedores com as competências para criar de sucesso internacional em Portugal!”
Investimento público promete acompanhar “caminho dos anjos”
No decorrer da cerimónia de lançamento da Investors Portugal, que decorreu em Lisboa e que contou também com a presença do Secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, que não poupou elogios à organização: “uma marca de relações e sinergias, um elo de ligação no nosso ecossistema que abre oportunidades para cada semente de investimento. Agregadora, conectora, sinérgica, inovadora, promotora, formadora, energizante”.
Do lado do investimento público, para além do montante previsto no PRR, o secretário de Estado da Transição Digital, André de Aragão Azevedo explicou “que estamos a fazer é reforçar as linhas de financiamento que já existiam e que correram bem, nomeadamente o exemplo do ‘200M’ (um fundo de coinvestimento gerido pelo Banco de Fomento), mas também o ‘Portugal Tech’ e o Portugal Growth (fundos de investimento de capital de risco) que queremos que cresçam em capacidade”.
Questionado se podia avançar algum valor, o governante afirmou que “ainda não, estamos em negociação, implementação do Banco de Fomento, naquilo que são as verbas que vão reforçar estes fundos”, estabelecendo ainda uma meta clara para daqui a três anos: “duplicar todos os indicadores” e albergar em Lisboa a sede da ‘Europe Startup Nations Alliance’ (ESNA), a estrutura europeia para o empreendedorismo, anunciada pela presidência portuguesa do Conselho da UE.














