As principais entidades representativas dos bombeiros reúnem-se esta terça-feira, em Carnaxide, para uma análise aprofundada da situação do setor, num contexto marcado pela pressão crescente sobre o sistema de socorro e pelas dificuldades persistentes nas urgências hospitalares. O encontro junta a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, a Liga dos Bombeiros Portugueses e a Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários.
A reunião decorre esta manhã no quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carnaxide e tem como objetivo reforçar o diálogo institucional entre as organizações, promovendo uma reflexão conjunta sobre os problemas estruturais que afetam o setor e a definição de soluções que permitam melhorar a eficácia e a articulação do sistema de socorro nacional.
Em cima da mesa estará, em particular, a resposta às dificuldades nas urgências hospitalares, com a Liga dos Bombeiros Portugueses a reiterar que a solução não passa pela simples aquisição de mais ambulâncias. A organização defende, há vários anos, a implementação de um sistema eficaz de altas hospitalares, considerando que a retenção prolongada de ambulâncias e de macas nos hospitais continua a comprometer a capacidade de resposta dos bombeiros no terreno.
O presidente da Liga tem alertado que o Governo não pode limitar-se a reagir a situações de emergência, sublinhando que “correr atrás do prejuízo” não resolve problemas estruturais, numa referência às mortes registadas na última semana e à pressão sentida nos serviços de urgência.
Reivindicações e possibilidade de protestos
O encontro desta terça-feira surge poucos dias depois da reunião do Conselho das Federações da Liga dos Bombeiros Portugueses, realizada no sábado, em Anadia, onde foram sistematizadas as moções aprovadas no último congresso da organização. Esses documentos preveem a possibilidade de ações de protesto caso as principais reivindicações dos bombeiros não sejam atendidas.
As entidades representativas pretendem agora consolidar uma posição comum, reforçando a exigência de medidas de organização e planeamento que permitam garantir uma resposta mais rápida, eficaz e adequada às necessidades da população, num setor que continua a assumir um papel central na proteção civil e no socorro em Portugal.














