Bolsa portuguesa mantém bull market: PSI cresce 17% no 1.º semestre apesar de queda nos lucros

O PSI, índice de referência da bolsa portuguesa, registou um crescimento de 17% no primeiro semestre de 2025, sustentado por 10 sociedades com valor de cotação em alta, enquanto cinco emitentes sofreram quebras.

André Manuel Mendes
Outubro 16, 2025
11:59

O PSI, índice de referência da bolsa portuguesa, registou um crescimento de 17% no primeiro semestre de 2025, sustentado por 10 sociedades com valor de cotação em alta, enquanto cinco emitentes sofreram quebras.

De acordo com a análise mda Maxyield, o desempenho positivo foi liderado pelo BCP, com uma valorização de 42,2%, seguido pelos CTT (+39,8%), REN (+32,7%), Sonae (+32,2%) e Mota-Engil (+31,7%). Por outro lado, Navigator (-11,3%), Altri (-8,6%), EDP Renováveis (-5,6%), Galp (-2,4%) e Corticeira Amorim (-1,6%) registaram recuos nas suas cotações, sendo Navigator e Altri as únicas empresas em situação de bear market no final de junho.

Fonte: Euronext Lisboa e sites das sociedades do PSI.
Observação: No calculo do valor contabilístico da ação considerou-se média do capital próprio atribuível aos acionistas entre o inicio e fim de cada semestre.

 

Apesar da valorização do índice, a capitalização bolsista do PSI aumentou de forma limitada, passando de 73,4 mil milhões de euros no final do 1.º semestre de 2024 para 74,4 mil milhões de euros em junho de 2025, representando cerca de 25% do PIB nominal. O crescimento foi influenciado pelo desempenho do BCP, EDP e Jerónimo Martins, enquanto a saída da Greenvolt, políticas de buyback e as quedas de valor de algumas sociedades limitaram a expansão.

 

Fonte: Euronext Lisboa e sites das sociedades do PSI
1- No calculo do Price book value considerou-se a cotação média semestral com base nos valores de inicio e fim do período.
2- No calculo do valor contabilístico da ação considerou-se média do capital próprio entre o inicio e fim de cada
semestre.
3-O valor da capitalização bolsista do 1º S /2024 inclui a Greenvolt no montante de 1.358 M€, que entretanto saíu do PSI.

No plano dos resultados, os lucros líquidos atribuíveis aos acionistas totalizaram 2,7 mil milhões de euros, representando uma diminuição de 11% face ao mesmo período de 2024. Entre as maiores quedas destacam-se Altri (-77,5%), EDP Renováveis (-55,7%) e Navigator (-46,3%). Apenas oito empresas registaram crescimento dos lucros por ação, incluindo BCP, CTT, J. Martins e Mota-Engil.

A rentabilidade operacional (EBITDA) do universo do PSI registou uma diminuição de 4% no semestre, com a margem EBITDA a cair de 20% para 18,5%. As empresas com maior exposição internacional, como EDP, EDP Renováveis, Galp, Navigator, Semapa e Altri, registaram recuos mais significativos nas margens. Em contrapartida, sociedades com predominância de operações domésticas, como CTT, Ibersol, J. Martins, Sonae SGPS e Mota-Engil, observaram crescimento das margens.

O mercado continua a mostrar uma trajetória de bull market iniciada em março de 2020, após o crash provocado pela pandemia de covid-19. O atual ciclo, com cinco anos de duração, mantém o índice numa faixa de [6.300 – 7.790 pontos], e os analistas preveem a continuidade da tendência de alta no segundo semestre de 2025 e início de 2026, podendo atingir níveis entre 8.200 e 8.900 pontos.

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