Bolsa nacional recupera em dezembro: PSI fecha o melhor ano desde 2006 com crescimento de 30%

O índice PSI encerrou o mês de dezembro de 2025 nos 8.263,7 pontos, registando uma subida mensal de 1,9%.

Executive Digest
Janeiro 6, 2026
9:45

O desempenho do PSI durante o último mês de 2025 marcou o regresso do índice nacional aos ganhos, após a interrupção verificada em novembro, e superou o crescimento do mercado global (MSCI World), que avançou apenas 0,7% no mesmo período, de acordo com dados da Maxyield.

Com este resultado, o PSI fechou o ano com uma valorização acumulada de 29,6%, um desempenho muito acima do habitual que, neste século, só é superado pelo registo histórico de 2006 (31,9%). O mercado nacional terminou o ano com uma performance superior à dos mercados internacionais, contrastando com a desaceleração dos índices norte-americanos, que caíram em dezembro, onde não se registou o tradicional «rally de Natal».

No último mês do ano transacto, nove cotadas do PSI apresentaram aumento de valor. A Semapa foi a grande protagonista, disparando 23,96% após o anúncio da venda da Secil. Seguiram-se o BCP (9,11%), a NOS (8,96%) e os CTT (5,39%). Em sentido inverso, a Galp registou a queda mais acentuada do mês (-15,75%), influenciada pelo anúncio de troca de participações em poços de petróleo na Namíbia, enquanto a Teixeira e Duarte recuou quase 6%.

O índice nacional fixou o seu nível de suporte em torno dos 8.200 pontos, regressando a uma faixa de variação que reporta a níveis de há 16 anos. No entanto, a Maxyield alerta para o facto de os preços no mercado português estarem «caros», com um PER (Price to Earnings Ratio) elevado e superior aos índices de referência europeus. Esta valorização excessiva, que sugere um possível sobreaquecimento ou «efeito de bolha», tem despertado o interesse por operações de short selling (vendas a descoberto), com posições relevantes na Mota-Engil, NOS, BCP e Altri.

O PSI Geral, que inclui as sociedades do «2º mercado», acompanhou a tendência positiva com um crescimento anual de 29,5%. Entre as small caps, destacaram-se os robustos ganhos anuais da Impresa (68,6%), impulsionada por perspetivas de alteração na estrutura acionista, da Nova Base (48,3%) e da Martifer (46,1%).

Apesar do ciclo de crescimento do PSI durar há seis anos, o cenário para 2026 é marcado por cautela. Analistas apontam que a evolução das taxas de juro e as pressões inflacionistas, especialmente nos EUA, deverão manter a volatilidade elevada, num contexto onde o mercado português parece estar a atingir picos de valorização que poderão exigir correções futuras.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.